um prefácio

Bom, seguinte, fazem mais ou menos uns 2 anos, eu tinha uma loja na etsy, a qual eu consegui pela primeira vez receber dinheiro de verdade, nao muito, nao grande coisa, mas foi a primeira vez que eu de verdade estive de frente com responsabilidades, obrigacoews de entregar os produtos, etc. foi mutio de surpresa, porque na epoca eu nao fazia aquilo na intencao de vernder, nao porque eu nao quisesse, mas porque eu nao imaginava que poderia se tornar real.
eu fazia o que eu mais amava que eram design no canva, buscava por novas ideias, era tudo muito legal, e ao mesmo tempo eu nao sentia que era algo vago e em vao, pois ao final do dia eu ano so tinha que realmente entregar aquelas coisas, como eu sentia que eu deveria aproveitar a “fama” da minha loja naquele momrento, e que eu estar criando coisas nao estaria sendo inutil, ja que haviam milhares de vizualizacoes em minhas lojas.
o tempo passou e por alguns problemas que eu nao quero citar, eu acabei perdendo a minha loja.
desde entao eu sinto uma necessidade bizarra de ter um negocio como aquele, nao os pelo dinheiro, que ate entao lucro em si nao estava dando (por erro de calculo), mas por tudo que englobava aquilo, ou seja, eu noa precisava fazer marketing nenhum, que é algo que eu odeio, eu ia la fazia meus designs, etc, tava tudo lindo. Eu tentei criar algumas outras lojas na etsy por por problemas diversos no momento nao tenho nenhuma, e mesmo se eu quisesse nao conseguiria ter, nao vou explicar isso agora.
Ou seja, meio que essa ideia se encerrou na minha cabeca, eu superei, e desde entao eu venho meio que vivnedo uma looping de comecar e nao terminar, de ter ideias, vontades, e nao levar pra frente, quase que todos os dias comecando e nao termianndo todas e cada uma repretidantme.

O unico negocio que eu minimamente consegui fazer sucesso, foi vendendo notin templaes. nao vou falar minimamente, porque por um tempo eu fiz bastate dinheiro com isso, contante que eu nao tinha isso naos meus planos, meus esforcos iniciais foram minimos, etc, ou seja, foi bastante para o que eu esperava, eu nao rpecisava fazer o minimo do marketing, o marketplace do proprio notion vendeu basicmaente tudo o que eu vendi a te hoje.

com o tempo as vendas foram freiando, ate que hoje raramente vendo algo. Eu tenho uma gama de templates, mas novamente, fazer o marketing me pega. nao que eu nunca tenha feito, é claro que chegou um momento em todos os negocios que eu percebi que seria o momento, e eu nao fui so no basico nao, tentei bastante coisas, bastnate mesmo. tudo aquilo que nomralmente se é aconselhaod eu ja tentei, e mais um pouco.

Por exemplo, eu sou louca para ter um livro, um ppodcast, ou ainda melhor, um app, eu sou louca para fazer um app, mas todo dia eu nao so tenho uma ideia nova de app, como eu me frustro em rerceber que noa vou cumprir com tudo que preciso fazer, parece que eu quero participar do processo mais ao mesmo tempo eu quero o app ja pornto, fazendo com que eu nunc achegue nem se quer no consceno do que eu gostaria d ecriar.

Durante esse tempo eu aj ti e varias lojas na shopify, na amazon, tentei tiktok shop, tenho lojas na zazzle, na colab 55, tentei amrketing no pinterest, no isnta, no facebook, tentei videos no youtbe, tentei escrever inumeros livros, de inumeros temas, tenho milhares de produtos tnto na zazzle quanto no printify.

ate que chega hoje, e eu percebo, tudo o que eu comeco, meio que sabendo que nao dar em nada, mesmo danod mais ou menos, algo me trava, seja eu, seja financeiro, seja o que for. por exemplo, eu anuciei uns negocios no facebook, tem uma galera me mandanod mensgem, mas parece que ue so anuncei para tirar de mim o peso an consciencia de nao estar fazendo dinehiro. e me repsonde se eu respondi, obvio, repsondi do meu jeito e tals, mas nao. eu estudo, porem nao estudo ao memso tempo, desde o comeco estou levando com a barriga, tenho a sensacao que so conseguirei estudar em paz o dia que eu tiver rolando e faturnado um neogico, ara eu nao sentir culpa de estar perdendo meu tempo estudando, para teoricamente so fazer uma prova e pronto, o que por sinal, eu venho falahando bastante. ou seja, no final do dia, nenhuma das coiasa que eu faco hoje em dia, nenhuma, nem emsmo hobbres, que eu gastei milarhres d ereais em, nem isso eu faco direito, tudo é meia boca.
eu sou viciada em novas aualizacoes, em novos apps, am novas AI's, em novas plataformas, a vezes nem estou rpocurtanod por algo especifico, so algo novo (so umf ato sobre mim)

eu consigo perceber ao longo do tempo a queda na minha capacidade de fixar a atencao em algo, tanto em relacao ao esforco, quanot em relacao a ovontade. tipo, antes, se eu comecava a fazer uma template, eu ia termina-la, hoje, so com a ideia de afzer algo que eu sei o quanto trabalho é e em pesnar em tudo o que eu ja trablahei e nao fui nem um pouoc recompensada, idnepednete do quanto eu estivesse animada naquela ideia, eu paro e desisto.

’‘
toda vez que eu peco por ajuda, me dao conselhos e ajduas extremanete basicos, obvios, que com certeza eu ja tentei, e que se estou aqui, signficia que nao funcionam. nao estou pedindo por uma magia ou um milagre, mas por algo diferente, sei la, nao quero escutar mais uma vez mais do mesmo

Há em toda superação um grito silencioso que se transforma em canto. É quando descobrimos que a dor tem uma seiva - transparente, viscosa, incompreensível. Como se a própria ferida secretasse seu antídoto, como se o espinho fosse apenas o guardião de uma verdade líquida que escorre entre os dedos.

Os que verdadeiramente superam não conversam com a dor - eles a habitam. Tornam-se ela até que ela se torne outra coisa. Os espinhos caem como revelações obsoletas, pequenas mortes evolutivas que já não servem. E sob eles - ah, sob eles - uma saliva primordial, uma baba de existência. Para quê? Talvez seja a pergunta errada. Talvez seja apenas o que resta quando nos despimos de nossas próprias armaduras.

A morte - eu a bebo todas as manhãs com meu café. Ela está ali, do outro lado do vidro, esperando. Um pedreiro sem nome decidiu a espessura exata da minha coragem: seis hastes de metal e uma promessa transparente. Sento-me apoiada na fé de que hoje o vidro resistirá. Ou seria apoiada no desejo secreto de que não resista?

Conheço a morte como se conhece um perfume - está em toda parte mas não se pode tocar. Ela é vaidosa, sim. Pavoneia-se com a arrogância de quem sabe ser inevitável. Se eu fosse a única certeza absoluta do universo, também dançaria assim, também seduziria com essa displicência calculada. Não há oração que a afaste, não há vida que não seja sua futura propriedade.

Mas sinto - e sentir é saber com o corpo inteiro - que não serei dela para sempre. Há uma terceira margem, um lugar onde até a morte se dissolve em outra coisa. Talvez a morte seja apenas uma passagem vaidosa, um corredor estreito entre dois infinitos.

Descobri seu segredo: a morte teme o esquecimento. Cada memória que se apaga é um pedaço dela que morre. Quando lembro, quando trago à tona um rosto, um gesto, um instante - a morte recua, se encolhe, vira quase nada. A memória é o único antídoto, o único não que podemos dizer à sua soberania.

Mas esquecer... Esquecer é o verdadeiro abismo. É matar o que já morreu, é fazer inexistir o que existiu com a brutalidade do real. Nem sei o que esqueci - e esta é a tragédia. Assassino instantes sem saber seus nomes, enterro momentos sem funeral.

E as bênçãos - estas visitas não solicitadas da graça alheia. Como carregar o peso do que não pedi? Como agradecer pela dádiva que chega como fardo? Elas pousam em mim como pássaros mortos, e eu me sinto culpada por não conseguir ressuscitá-los com minha gratidão.

Talvez a culpa seja isto: saber que somos ao mesmo tempo a planta e o espinho, a memória e o esquecimento, o vidro e o abismo. E ainda assim, toda manhã, sentar-me na varanda. Ainda assim, tomar café com a morte. Ainda assim, existir - esse verbo impossível que fazemos todos os dias sem entender como.

Há em mim um oco que não é ausência. É presença demais do que não sei ser. Como se eu fosse habitada por uma multidão de silêncios, cada um com seu próprio peso, sua própria textura de vazio.

A culpa - agora entendo - não é sobre as bênçãos. É sobre existir. Sobre ocupar este espaço que poderia ser de outro, respirar este ar que poderia alimentar pulmões mais gratos. Sou um desperdício de possibilidades, um rascunho que nunca vira texto limpo.

O pedreiro. Penso nele como se pensa num deus menor - aquele que sem saber desenhou meu destino em vidro e metal. Suas mãos calejadas foram o pincel de alguma força maior que quis me colocar aqui, suspensa entre o dentro e o fora, entre o cair e o permanecer.

Tomo outro gole de café. Está frio. Quando esfriou? Em que momento exato deixou de ser quente para ser apenas líquido escuro? Há transformações que acontecem sem testemunhas, mortes pequenas que não anunciamos.

A morte ali, do outro lado. Não me olha - ela é. Apenas é. E seu ser é tão absoluto que torna meu ser uma pergunta. Quem sou diante do que sempre será? Uma vírgula tentando se fazer oração completa.

Descobri: não temo morrer. Temo não ter sido. Temo descobrir, no último instante, que passei ao lado de mim mesma todos esses anos, que fui vizinha de minha própria vida mas nunca entrei.

As memórias - são elas que me prendem ou me libertam? Cada lembrança é uma âncora e uma asa. Me fixam num tempo que não existe mais e ao mesmo tempo me fazem voar para além do agora. Sou este paradoxo: presente ausente, ausência presente.

E o esquecimento... Talvez esquecer seja a única liberdade real. Libertar-se não só do que foi, mas do peso de ter sido. Cada vez que esqueço, nasço um pouco. Cada vez que lembro, morro para o que poderia ser.

A plantinha de espinhos - agora vejo - sou eu mesma. Protejo com dor o que nem sei se vale proteger. E quando alguém ousa atravessar minhas defesas, encontra apenas esta saliva, esta substância indefinível que não é nem veneno nem remédio. É apenas o que sou quando não estou fingindo ser.

As bênçãos... Elas chegam como pássaros a uma árvore seca. Pousam em meus galhos mortos esperando folhas que não virão. E eu, árvore e deserto ao mesmo tempo, não sei como dizer que não tenho nada para dar em troca. Que sou apenas esta verticalidade inútil entre a terra e o céu.

Existe um cansaço que não é do corpo. É da alma, se é que tenho uma. É o cansaço de carregar a própria existência como se fosse uma mala sem alça numa viagem sem destino.

E ainda assim. Ainda assim amanhã acordarei. Farei café. Sentarei na varanda. Conversarei mudamente com a morte através do vidro. Porque é isso que fazemos, nós, os vivos: insistimos. Sem razão, sem propósito, sem esperança até. Insistimos como insiste a chuva, como insiste o vento, como insistem as coisas que simplesmente são.

Talvez ser seja isto: uma insistência. Uma teimosia cósmica. Um não dar-se por vencido mesmo quando não há batalha, não há vitória possível, não há sequer derrota. Há apenas este continuar sendo, este gerúndio interminável que nos atravessa e nos ultrapassa.

Continuação

Há dias em que acordo antes de mim mesma. O corpo levanta, mas algo essencial permanece deitado, enroscado nos lençóis como uma criança que não quer ir à escola da existência. Nesses dias, sou uma ausência ambulante, um oco que caminha, faz café, senta na varanda - mas não está. Onde estou quando não estou em mim?

A xícara queima meus dedos e é este pequeno incêndio que me traz de volta. A dor - descobri - é a única linguagem que o corpo entende sem tradução. Ela fala direto ao que somos antes de sermos qualquer coisa. Antes do nome, antes do eu, antes mesmo da consciência de ser. A dor simplesmente é, e ao ser, nos faz ser também.

Olho através do vidro e vejo a cidade acordando. Ou seria a cidade me vendo acordar? Nunca sei quem observa quem nesta geometria impossível do olhar. Cada janela é um olho, cada olho uma pergunta sem resposta. Somos todos voyeurs da existência alheia, testemunhas mudas do espetáculo incompreensível de estar vivo.

A morte hoje está quieta. Nem sedutora nem ameaçadora. Apenas presente, como está presente o ar, como está presente o chão sob meus pés. Há dias em que ela é assim - doméstica, quase banal. Como uma vizinha que conhecemos há tanto tempo que já não cumprimentamos mais. Está ali, sabemos que está, mas fingimos não ver. Ela finge não ser vista. É um acordo tácito, uma cortesia mútua entre inimigas íntimas.

Penso no pedreiro. Onde estará agora? Vivo ou morto? Lembrando ou esquecendo? Ele que sem saber se tornou o arquiteto do meu abismo particular, o engenheiro da minha vertigem cotidiana. Quantos outros abismos terá construído sem saber? Quantas outras mulheres sentam-se agora em suas varandas, apoiadas na fé cega de que o trabalho de suas mãos resistirá mais um dia?

Há uma aranha tecendo sua teia no canto da varanda. Trabalha com a paciência de quem tem a eternidade à disposição. Cada fio é uma decisão, cada conexão um destino selado para alguma mosca desavisada. Somos assim também - tecemos nossas teias invisíveis, armadilhas para nós mesmos, labirintos de seda onde somos ao mesmo tempo a aranha e a presa.

A culpa retorna. Sempre retorna. É como uma maré - tem suas horas certas de subir e descer. Agora está subindo, invadindo os espaços secos da minha consciência. Culpa de não amar o suficiente, de não agradecer o bastante, de não ser o bastante. Bastante para quê? Para quem? Nem sei. A culpa não precisa de razão - ela é sua própria razão de ser.

As bênçãos que não pedi continuam chegando. Ontem foi uma vizinha que sorriu. Anteontem, um pássaro que cantou justamente quando eu mais precisava de um sinal de que o mundo continua. Hoje será o quê? Que pequeno milagre não solicitado cairá no meu colo como uma responsabilidade que não sei carregar?

Porque é isso que as bênçãos são - responsabilidades. Cada uma delas exige uma resposta, uma gratidão, uma transformação. E eu aqui, paralisada entre o ser e o não-ser, sem saber como responder ao chamado do que me é dado sem eu pedir. É como receber cartas em uma língua que não falo - sei que dizem algo importante, mas não sei o quê.

Lembro-me de quando era criança e acreditava que as coisas tinham alma. A cadeira sabia que era cadeira, a mesa sofria por ser mesa, o copo sonhava em ser outra coisa. Talvez nunca tenhamos deixado de ser crianças. Talvez apenas tenhamos aprendido a fingir melhor que não acreditamos na alma secreta das coisas.

O vidro, por exemplo. Que alma tem este vidro que me separa do vazio? É uma alma transparente, honesta em sua fragilidade. Não finge ser parede, não finge ser proteção. É apenas o que é - areia transformada em quase-nada, em barreira transparente, em promessa frágil de contenção.

E eu, que alma tenho? Sou opaca ou transparente? Sólida ou líquida? Às vezes sinto que sou gasosa - me espalho pelo espaço disponível, tomo a forma do recipiente que me contém, evaporo ao menor sinal de calor. Outras vezes sou pedra - densa, impenetrável, afundando no próprio peso.

O café esfriou completamente. Bebo assim mesmo. Há algo de honesto no café frio - ele mostra o que realmente é quando tiramos dele o disfarce do calor. Amargo, sim, mas de um amargor que não mente, que não se desculpa. É o amargor essencial, o amargor-verdade.

A plantinha de espinhos voltou a me visitar em sonhos. Desta vez ela falava. Não com palavras, mas com uma linguagem que só existe nos sonhos - aquela que entendemos completamente enquanto dormimos e esquecemos completamente ao acordar. Ela dizia algo sobre a necessidade da dor, sobre como os espinhos não são crueldade, mas amor em sua forma mais honesta. Proteção não do mundo, mas do próprio ato de ser tocado levianamente.

Talvez seja isso. Talvez meus espinhos - esta culpa, esta incapacidade de aceitar as bênçãos - sejam minha forma torta de amor. Amo tanto que não me permito receber. Amo tanto que me fecho. Amo tanto que me torno intocável, não por orgulho, mas por medo de contaminar com minha insuficiência aquilo que me é oferecido.

A cidade agora está completamente desperta. O barulho sobe até a varanda como uma névoa sonora - buzinas, vozes, passos apressados, vidas se chocando umas contra as outras na pressa de chegar a lugar nenhum. Cada som é uma vida acontecendo, uma história sendo escrita, um destino sendo cumprido ou contrariado.

E eu aqui, suspensa entre o dentro e o fora, entre o barulho e o silêncio, entre o meu café frio e o abismo quente da manhã. Sou um parêntese na frase do mundo, uma pausa que ninguém lê, uma vírgula que respira.

O esquecimento - volto sempre a ele como se volta a uma ferida que não se pode deixar de tocar. O que esqueci hoje? Que parte de mim morreu durante a noite sem funeral, sem lamento, sem nem mesmo a consciência da perda? Somos cemitérios ambulantes, carregando nossos mortos internos sem saber seus nomes.

Mas há também o outro lado do esquecimento - o alívio. Esquecer é também forma de cura. Se lembrássemos de tudo, seríamos esmagados pelo peso cumulativo de cada segundo vivido. O esquecimento é o perdão que damos a nós mesmos sem saber, a anistia involuntária que nos permite continuar.

A morte se move. Pequeno movimento, quase imperceptível. Como se ajustasse a postura para uma longa espera. Ela tem tempo. Todo o tempo do mundo e mais um pouco. Eu é que tenho pressa - pressa de entender, pressa de aceitar, pressa de me tornar algo que valha a pena antes que seja tarde demais.

Tarde demais para quê? Esta é a pergunta que não faço porque sei que não tem resposta. Ou pior - tem todas as respostas possíveis e nenhuma delas é a certa.

Um pombo pousa na grade da varanda. Me olha com aquele olhar de pombo - vazio e profundo ao mesmo tempo. Os pombos sabem algo que nós esquecemos. Algo sobre simplicidade, sobre ser sem se questionar. Ele não se pergunta por que é pombo, não sente culpa por não ser águia, não agradece nem rejeita as migalhas que encontra. Simplesmente é. E em seu ser simples, me ensina a complexidade absurda do meu próprio ser complicado.

As bênçãos - penso agora - talvez sejam como este pombo. Pousam sem pedir licença, ficam o tempo que têm que ficar, partem quando têm que partir. E eu aqui, querendo domesticá-las, querendo entendê-las, querendo transformá-las em algo que caiba na minha compreensão limitada do que é graça.

Mas a graça - se é que existe - não cabe em lugar nenhum. Ela transborda, ela escorre, ela mancha tudo que toca com sua incompreensibilidade luminosa. E eu, vaso rachado que sou, não consigo contê-la. Ela passa por mim como luz através do vidro - me atravessa sem me preencher, me ilumina sem me aquecer.

A saliva sob os espinhos da planta - agora entendo - é lágrima. Não de tristeza, mas de existência. É o que choramos só de ser, só de estar aqui, suspensos entre o nada de onde viemos e o nada para onde vamos. É o líquido essencial da consciência, a secreção do absurdo de nos sabermos finitos.

O pedreiro provavelmente nunca pensou nisso. Instalou o vidro, recebeu seu pagamento, foi para casa. Para ele foi apenas mais um trabalho. Para mim, foi a construção de uma catedral particular onde venero o vazio todas as manhãs. Somos assim - deuses involuntários uns dos outros, criando destinos sem saber, mudando vidas com gestos que esquecemos no momento seguinte.

Levanto-me. As pernas protestam - ficaram dormentes. Este adormecer parcial do corpo enquanto a mente vaga - não é isso uma pequena morte? Não morremos um pouco cada vez que uma parte de nós adormece? E não ressuscitamos a cada formigamento que anuncia o retorno da sensação?

Deixo a xícara na mesa. O vidro permanece intacto. Mais um dia em que não caí. Mais um dia em que a morte esperou em vão. Ou será que ela não espera nada, apenas está, e sou eu que projeto nela esta expectativa, esta ansiedade que é só minha?

Entro em casa e o contraste me cega momentaneamente. A luz lá fora era verdade demais. Aqui dentro, na penumbra familiar, posso voltar a ser indefinida, imprecisa, possível. Lá fora tudo é o que é. Aqui dentro, tudo pode ser o que ainda não é.

As bênçãos me seguem. Sinto seu peso doce e terrível. São como crianças abandonadas na minha porta - não pedi por elas, mas agora são minha responsabilidade. E eu, que mal sei cuidar de mim mesma, como cuidar destes presentes não solicitados?

Talvez o segredo seja não cuidar. Talvez seja deixar que elas cuidem de si mesmas, que encontrem seu próprio lugar em mim, como a água encontra seu nível, como a luz encontra as frestas. Talvez meu erro seja querer administrar a graça, quando a graça - por definição - é o que escapa a toda administração.

Sento-me à mesa da cozinha. A mesma mesa de sempre, o mesmo lugar de sempre. Mas eu não sou a mesma. Nunca somos. A cada segundo morremos e nascemos, numa velocidade tão vertiginosa que criamos a ilusão de continuidade. Mas somos descontinuos. Somos soluços de existência, fragmentos que fingem ser inteiros.

A culpa agora está quieta. Baixa-mar. Posso respirar. Nestes intervalos entre as marés da culpa, quase consigo me perdoar. Perdoar o quê? Não sei exatamente. Talvez perdoar existir. Talvez perdoar não saber existir melhor. Talvez perdoar ser este rascunho perpétuo, esta versão sempre preliminar de algo que nunca se completa.

O dia continua lá fora, indiferente à minha epifania cotidiana. O mundo não para para as nossas revelações particulares. Esta é a solidão fundamental - descobrir algo essencial e não ter com quem compartilhar porque as palavras são sempre insuficientes, sempre aproximações grosseiras do que realmente sentimos.

Mas continuo. Continuamos. Não por coragem, mas por não saber fazer outra coisa. Somos máquinas de continuar, programados para o próximo segundo, o próximo respiro, o próximo café na varanda com a morte. E neste continuar absurdo, involuntário, quase mecânico, reside talvez a única grandeza possível - a de insistir sem razão, a de prosseguir sem destino, a de ser sem porquê.

Amanhã farei tudo de novo. O café, a varanda, o vidro, a morte, a culpa, as bênçãos não solicitadas. E depois de amanhã também. E depois. Até que um dia - não sei quando - algo em mim ou no vidro se quebrará. E então saberei finalmente se a morte é chegada ou partida. Se o esquecimento é perda ou libertação. Se as bênçãos que não pedi eram, afinal, exatamente o que eu precisava.

Até lá, permaneço. Entre parênteses. Entre aspas. Entre tudo.

Eu nunca tive o sonho de crescer. Nunca. Nao vou dizer que eu sabia que a vida me cobraria de manieras insultantes a minha alma. Nao tinha a menor ideia. Eu so sabia que de fato nenhuma liberdade seria mais carinhosa comigo do que a certeza de ser acolhida de noite pelos bracos de alguem que te ama incondicionalmente.

Alias, ouso dizer que a liberdade mais me assustava. Nao via sentido no valor que davam a liberdade. O que ha de tadesejavel ser solto em um mundo onde voce nao significa nada.

Acho que ate hoe nao deixei de preferir ser presa do que liberta. Presa pela pessoa certa. Presa pois uma cerca te rodeia, cerca esta fruto de amor, cuidado e zelo. Cerca que aparenta ser cada dia menor, ate a madrugada que percebes a facilidade em pulala.

Eu decidi ficar em slencio. Nao contei a ninguem sobre haver percebido meu tamanho crescido. Parte de mim nao queria assustar quem me cuidava, parte de mim associava sair da cerca a perder para sempre aquele espaco de seguranca, e amor.

Onde estava a cerca de meus pais? O que houve com a cerca deles eu nao tinha certeza, mas sabia que ha um bom tempo nao a viam. Isso porque minutos fora de minha cerca era motivo de chorar ate me colocafem de volta nela. Ja eles, eles nunca choraram, eles nunca demonstraram a fata da cerca, parecia ate mesmo que nunca haviam feito parte dela.

Talvez meu meod tambem morasse no terror de esquece-los. Taovez fosse competamnte sem querer, talvez pularam e nunca mais acharam o caminho de volta, ou talvez, faziam parte daquela gente que conta os dias para pular do cercado, e sem mesmo conhecer a grama fora correm sem rumo ate qualwuer lugar que nao fosse a cerca.

Talvez a cerca deles realmente oferecia so mantimentos para sobrevivencia. Talvez nunca houve uma cerca para eles. Talvez elesmesmos aprenderam a montar a creca para mim, sem ter vivido a experincia de estar dentro dela. Talvez a cerca era deixada de madrugada sem vigilancia, e embora de mnah houvesse uma faxina, forma eles que litaram contra os lobos a noite. Talvez a creca deles nunca foi montada porque quem deveria tambem nao sabia monta-la, talvez ninguem ali nunca aprendeu a montar uma creca direiot, e consequentemnte nao viviam direito la dentro.

Uma sorte que me rodeava essencilament, vivia tambem no momento em que ao chegar na terra, de alguma forma estes dois que nunca haviam experimentado a protecao da cerca, do dia para a noite montaram um cercado com a mlehor madeira que encontraram, fizeram da gama um grande colchao macio e refrescante. Plantaram flores, espantaram os bichos, e tornaram aquele espaço um refúgio seguro. E assim, dentro desse pedaço de paraíso construído com tanto amor e dedicação.

Pois bem, desta cerca que muitos desejam escapar, sem nem mesmo saber o que esta la fora, foi desta cerca que eu me anguastiva em pesnar, e quanod eu tiver de sair?

Por enquanot sou pequena, ainda posso posso fazer acreditarem que minha inocencia nao foi corrompida pelo meu olhar obsessiuvo. Nao contei a ninguem que aquela mentira era mentira, nao proque queria presentes do suposto papai noel ou algo do tipo, mas pela hostilidade que seria minha mae haver deme explicar o porque da frustracao que em mim é projetada pela professora.

Eu sabia que nao entenderiam o que eu estava entendendo. Seria um montao de minutos fazendo sentido daulea explicacao que explicava meu ponto porem 300 fases acima, eu ja havia chegado na profundidade, n aseiredade, na complexidade sozinha, mas ate memso9 se eu explicasse extaamnete o que eu havia entendido, minha fina voz, meu pequeno porte impediria o ouvinete de relacionar minha fala a algo que veio a ser de meu entendimento.

Por isso sempre poupei minhas palavras.
alguem conxegue por favor me explicar algo que eles falam?
olham para mim e med dizem, olhe para o mundo, filtre, e absorva apenas aquilo que vai te fazer bem. Os seus problemas sempre serao menores do que os de alguem.
em seguida me contam sobre a importancia da academia da vida delas, como la conseguem transformar toda aquela frustracao em suor, voltar para casa, e dormir como anjinhos, ja que ao inves de reagirem perante a situacao, apenas correram na esteira.

vem ca, me conta uma coisa, e por acaso voce resolveu algo na sua cabeca? acredito eu quer na verdade voce apenas encontrou uma forma de esquecer destas preocupacoes por meio da atividade fisica.

pois bem, deixa eu te contar, primeiro, resolver, entender, absorver vocd nao fez. segundo, a diferneca aqui é que voce esta me contando sobre preocupacoes e nao sobre problemas, okay, agora estamos falando sobre preocuacoes e sim, essaas eu tambem onsigo mandar pra fora por meio de mecanismos de coping.

vamos comecar, a linha que divide na sua cabeca os seus problemas e apenas preocupacoes é grossa, é facilemnte visivel, no meu cerebro, o que é e o que sera se misturam sem que eu possa antes perceber que elas sequer existem.

nao olhe pra mim e diga que voce aprendeu a decidir o que te preocuparia ou nao, sem nunca conseuguir me explicar o que exatamente fez

Eu nao me lemrbo de haver recebido aqueles desejos depois de um

tudo aquilo que acontece bem na minha cara, bem na hora mesmo, dependiam de um sentimento, desistir.
por mais

o ambniente, seu humor, tudo isso impactra na facilidade que voce tera em se voltar a essa frequencia, entao nao se assunte, nao ponse que do diapara noite voce nao consegue mais se centrar no potno x, nao, tudo pode afetar isso, por isso eu costumo perceber o que é que me facilita permanecer nesse ponto x. por exemplo, eu sei que se eu me sentir bonita, as coisas me afetrao de forma ruim bem dificilmente. me senitr bem com minha aparencia é crucial apra minha capacidade de amplitude de alma, etc. e disso, podemos ir desde comer, ate cumprir tarefas, eu nao sei, tudo, litelnte tudo oide ser combustivel negativo ou positivo em prol a sua chegada na frequencia.

aqui nao existe futilidade , nao existe errado ou certo, nao existe nada disso. Quero dizer entao, que muitas coiasa poderao soar

o desejo> pode ou nao
e o tempo

sabe quando dizem que o plnate terra nao tem baixo e cima, que nao tem um em pe e um de ponta caceba. pois e, talvez voce ja saiba disso, mas a razao pela qual nos nao podemos definir baixo e cima, em relacao a terra no espcao, é poruq enao ha parametro que sirva de guia para definirmos o que é baixo e o que é cima. Ou seja, qualquer ponto da sueprficie pode ser definido como topo, ao mesmo tempo que seu polo contrario ser considerado baixo, pois ao olharmos pros lados, no espaco, na ha no que se apoiar e dizer, a, aqui marca direcao x, pois nao ha nenhuma direcao.

Aqui ja comecamos conceituando um dos pontos mais importantes na minha opiniao. Nada é ate que seja para alguem. Isso quer idzer, em minha opiniao, algo apenas se torna um fato, depois de ser percebido pela primeria consciencia.

um cachorro, por exemplo, uma arvore cai no meio da floresta, o som apenas axsite assim que alguem o ouve, um cachorro tem a capacidade de ser o receptor desse fato, ja, uma moca rouba um pirulito do caixa, por mais que o cao possa ver a cena, sua consciencia nao implenta of ato como realidade.

Ou seja, somente ver nao o torna fato? No meu ponto de vista, na maioria dos casos em que pesnamos, por mais absurdo que seja ler isto, lembre-se que, a pessoa comentendo o fato, sera a cosnciencia necessaria qeu percebe as mudancas na materia e define o fato. ou seja, nao, o cachorro nao define o fato da mulher roubando pois ele nao compreende que a mulher esta rouabndo, ele pode incidir o fato que ha alguem, uma mulher pensamendo bem alto, mas para por ai, isso quer dizer uqe o fato nao existe ainda? nao, existe, foi definido, pela consciencia da propria moca que executou o fato.

a conversa esta meio consufsa, ao mesmo tempo que parece obvia eu sei. mas fique comigo, vai entender.
expliquei tudo isso pata voce entender, que exige-se conscinecia para nomear, decretar, definir um fato, como fato. pois bem, daqui para frente voce usara esse ocneti basico de variad forma diferentes para nao cair na falacia de colcloar atencao nas coisas erradas.

EU SEMPRE tive uma duvida, manifestar se tratava de amor, pureza genuidade em relacao a lgo, ou se tratava de fazer algo da forma certa? tipo assim,
se nos recebessemos um manual de como manifestar, seria ele um exolicativo de fazer isto, nao fazer isto, etc, ou seria um guia generico de como vibrar em busca de um futuro bom, genericamnte sempre falando.

Ou seja, eu sempre escutei regras e regras do que eu deveria ou nao fazer, do que eu poderia ou nao fazer, e ate mesmo escutei pessoas pontuando coisas que aparantemente bloqueariam por completo a criacao de uma realidade desejada por mim.

com base nessas regras, obvimante, em minha cabeca comecaram a surgir os, ta mas e se…
ou seja, por exemplo, para manifestar voce deve, sei la, inventando agora, estar relaxado, okay, par aisso, vou la e bebo ate ficar bem relaxado? alcacarei meu objetio?
aqui entramos novamente naquela questao de nao haver certo e errado, mas ja aprofundamremos nisto.
Bom, uma coisa é certa, nao podemos ficar escolhendo quais situacoes estao submissas as normas e leis da fisica que aquiexplicamos. ou a lei existe, ou ela nao existe, e pra isso, se eu diser que existe, por mais absurdo, eu quero sim dizer que de um extremo ao outro, a mesma lei serva. Ou seja, se manifestar trata-se de alcancar uma frequencia, esta sendo matematica de forma simples, chgar ali é a regra.
alguns podem ate argumentar que chegar ali com bebida nao seria possivel, ja uqe para alcancar aquela pfrequencia especifica, o alcool nao sendo pura calmaria da alma, e sim um mecanismo externo, nao permitiria alcancar aquela frequencia, ou seja, se estamos falando da frequencia 10.5, o alcool chegaria na 10.51 por exemplo, mesma faixa, porem variante distinta, freqneuncia 10.5 na sua variante de alcool. Porem, eu discorod, nao sobre as variantes, nao sobre cada chegar la resultar em uma frequencia diferente, mas sorbe o que nos atribuimos comoerrado ou certo.

No fundo, apenas e errado ou certo aquilo que nos vemos como errado ou certo. tao real é isto que o propria karma, somente acontece quando a culpa de ter feito algo que considero errado manifestou-ser em formato finalmente, e como a culpa porvavelmnte aumentou medos, paranoias, insegurancas, o estrago foi maior.

Entao, o que podemos concluir, ;e o seguinte. Alcancar um certo estado de estar, nao tem um mapa fixo, necessario, excludente de diferentes pensamostos. Nao, na verdade se nos prestarmos atencao a nos memos, perceberemos quais sao as mneiras nas quais se torn amais facil apra nos alcancarmos o certo estado que desejamos.

Ou seja, quando eu penso sobre este assunto, eu semre me erguntava, sera que na verdade eu so nao deveria estar genericamente vibrando okay, confiando, beleza, para assim conseguir? pode ser, mas tambem pode ser por exemplo, manipulacao, direta, da sua cabeca, na hora, no momenro, logo sera melhor explicado, mas eu poderia sim por exemplo, fazer o seguinte, eu quero este cara, se eu me arrumar, me senitr bonita e cheirosa, eu sei que vou entrar no mindset necessario, ou seja, nem preciso me preocupar com o como exatamente vaia contecer.

obviamnte, ambos acabam tendo suas disvantagens, que podema contceer em casos de desequilibrio, por exemplo, ficar enconstada esprando, fingindo so estar presente, e confiando, quando na verdade voce ta so parada, porque de resto ta com ansiedade, etc.
no outro caso, é comum cairmos em uma espiral de controle, e busca por mais respostad de como controlar, etc, a ponto de nem mesmo viver o momento que eu esperava viver, por vidrar-se no controle.

Posso comecaar falando sobre a falta da métrica,

A métrica
Passado
Presente
Futuro
Desejo
Frequencia

shadow work, bulshit

como eu ja disse anteriormente, como eu acredito

so uma regra, ou todas? e metade?

brano
tilmo
mirca

Capítulos:

Minha vida
meu tempo
meu caminho

as leis do universo
como funciona o universo
como funcionam as verdades
o que é ou nao verdade
o que eu posso chamar de mau? o que eu posso chamar de bom?

como eu faco, eu devo imaginar tudo nos pequenos detalhes, ou ao contrario?

eu devo me preparar como para receber? o que significa soltar para o universo? significa nao pensar mais nas coisas? o que significa?

eu preciso trancervers meus audios

Eu posso dizer euq uero? eu posso nao acreditar?

O curioso é que eu, pelo menos na minha visão, acredito ter aprendido que no fundo não precisamos 100% acreditar em algo para que então aconteça. Na verdade, as melhores coisas da minha vida aconteceram quando eu nem mesmo pensei aos mínimos detalhes o que eu queria que fosse o resultado final.

Pelas minhas observações, o que realmente me fazia não só alcançar aquele objetivo desejado, mas também uma passagem tranquila, era realmente deixar nas mãos de deus. E porque digo isso, bom, chega um ponto, que você sabe que deixar nas mãos dele te trará um resultado muito melhor do que você poderia ter imaginado.

Eu vejo da seguinte forma, aquilo que não esta moldado como matéria como a conhecemos, essa massa tão pura que lhe ofenderia em tentar encaixar em palavras, ela é tudo o que não é matéria. Ponto.

É possível alcançar esta consciência a partir de uma breve voltada no agora, no momento, no segundo onde lembramos que estamos aqui. Neste momento, onde quase sentimos o tempo parar, o ar que respiramos parece falar, parece começar a nos enviar as respostas que perguntamos mais cedo.

Não vou ser enxuta em tentar explicar o porque eu verdadeiramente acredito que até mesmo a cor dos nossos olhos conseguimos mudar.

Desde quando iniciei minha jornada de descobrir sobre este mistério universal, sempre um ponto em específico me deixava inquieta. É sobre a própria universalidade da regra. Como qualquer cientista explicaria alguma e qualquer teoria da física, as excessoes nao sao formadas pela falta de encaixa daquele especifico caso na regra, mas sim por circusntacias que nao invalidam a teoria, mas que por motivos diversos permitem ou exigem que aqula regra seja contemplada de outro angulo, adicionar outros pontos e aspectos, mas nunca invalidar a regra. Acredito eu, rapdiamente navegando neste assunto, que qualquer regra da física por rexemplo, que nao for seguida por qualquer que seja o caso, seria o suficiente para movimentar toda a junta cientifica, e planejar os proximos passos para avaliacao de novas teorias.

Por isso, desde o inicio, para mim foi muito claro a indagacao de que, esta regra servira para tudo, para todos, a todo momento e ponto final. Por isso, sem intencoes de causar quaisquer irresposnabilidades, é meu dever como estudante da materia, perceber o fato que sim, em qualquer situacao, esta regra se encaixa, e deve funcionar.

O meu testemunho de vviencia da regra acho que se inicia como a maioria, de forma inocente, inesperada, e como marco inicial da minha busca pelas verdades. eu sou do time que nao acredita que o mundo esta tentando nos esconder esta grande verdade sobre o funcionamento da scoisas, mas sim que na verdade o mundo so nao sabe muito bem como fazer funcionar a regra de forma tao facil a por exemplo fazer um aviao funcionar seguindo as regras da fisica.

Nem consigo imaginar como seria uma sociaedade onde desde cedo aprendemos que nossa mente é quem transofrma nossa vida, e nao me recuso sobre o fato que se eu quisesse mandar no planeta, seria uma ssunto que de fato eu guardaria para mim, bem, as pessoas se quiserem perseguir esse conhecimento, pois que persigam, nada de mais ocorrera se uma duzia de passageiros descobrirem algumas tecnicas de exalacoa de energia.

Até hoje nao compreendi como e o porque de haverem pessoas que compremetem a verdade da teoria a partir da biblia por exemplo. A biblia alias para mim ;e um grande exemplo de pessoas que ja explicavam esta teoria, e nao o contrario. Para ser sincera eu posso estar falando besteira, posso estar misturando as coisas, mas acredito ter escutado alguma vez que na verdade uma ideia comprometia a outra pois nos nao deviamos nos colcoar como nossos proprios deuses, que somente ele tem o poder de colocar, tirar, mudar coisas na nossa vida, que seria um desrespeito nao modficiar nossa realidade, mas ate emsmo achar que poderiamos algo do tipo.

Para mim, desde pequena, sempre foi claro que deus, pela forma como eu o entendia, era puro amor. Nao sei se amor da forma como nos vemos o amor, mas amor no sentido de que, porque ele nos daria metade das coisas.

Veja bem, persiga meu raciocinio e tente acolhelho antes de rejeita-lo. Na minha visao, tudo o que possa existir na existencia das coisas é deus. de onde vem deus, ai eu ja nao sei te dizer, mas partindo do ponto que deus é tudo a todo momento, em qualquer espaco de qualquer lugar. tudo o que possa existir nao é fruto dele, e sim parte dele. Pois bem, para que algo seja fruto de algo, este primeiro algo deve estar posicionaod em algum espaco, que o permita geerar um fruto, e dispor esse fruto futuramente separado delee emsmo. Peense em uma arvore, esta arvore existe em uma fazendo, uma campo verde, amplo, e voce ve uma arvore. Esta arvore esta disposta nesse campo. Vamos dizer entao, que o campo é tudo o que existe. A arvore comeca a gerar uma maca. Essa maca amadurece e cai da arvore. A maca é fruto da arvore. Acreditoq ue esta ideia seja bem simples de voce compreender. Pois bem, se voce me diz que somos qualquer tipo de fruto de deus, e nao ele memso, o tempo todo, que somos “reflexo de deus”, que somos qualquer coisa que nao ele proprio, voce precisaria entao desde campo, no qual deus esta disposto, no qual ele pode gerar um fruto. Poruqe para que deus arranque um pedacinho dele, e me disponha na terra, deus proprio tem que estar em algum lugar que nao ele. e se esse lugar existe, teria de concordar que ecxiste algo maior que este deus sobre o qual sempre falamos.

Sim deus é o mal, é o bem, deus e tudo o tempo todo, nao existe nada que nao seja ele. o problema aocntece pois nos olhamos para esta figura de deus como uma figura perfeita, incapaz de provocar o mal. Bom, ao meu ver, a solucao é bem simples.

Nos estamso aqui agora, pois este ser que chamamos de deus, decidiu vivenciar coisas que somente atraves da metria poderiamos expeirmetnar. E nao, isso ano faz de deus um ser menos capaz de fazer tudo e qualquer coisa, ocmo ja ouvi muito me ocntraidzerem, na verdade Deus, consegue sim fazer tudo e qualquer coisa, mas o universo para ele acontecer, ele deve acontecer, e para as coisas aocntecerem elas seguem um rito.

Ou seja, deus precisar se morfar como materia, como terra, como gente, nao fazd dele um ser menos capaz de qulaquer coisa, apenas existe uma maneira como seria possivel experimentar a risada por exemplo, e esta maneira ;e a materia.

É logico que se quisermos seguir em uma volta infinita de argumtnos isso seria bem capaz, eu tambem nao sinto que eu ao dizer isso eu estou fechanod uma linha de raciocion retinha, contempaldo tudo que se possa ocntempalr. é logico que eu sinto que existe sim um espcao que muito rpovaente eu vou para sempre selar com durex, e nao com cadeado, mas esse proprio passo do meu conhecimento se encaixa na forma como eu explicaria a vida.

A propria incapacidade de qualquer ser humano de fixar com toda a certeza o que fazemos aqui, o que deus pode ou nao fazer, etc, faz parte de toda a experiencia. entao nao, a ciencia nao vai um dia chegar no pontod e poder solucionar este vacuo, porque simplesmete nao ter essa certeza é uma das caracteirsitcas necessarias para a vida ser a vida.

com isso a base da minha toeoria relai no ponto de possivelmente sermos todos Deis,

Algo se semrpe me deixou confusa, enquanto eu crescia, e escutava mais e mais osbre religiao, era o fato das pessoas retraraem os sentimosntos de deus ede forma tao humana, por exemplo, eu ja entendia e aplico, o respieto a dues, seja isso ou seja aquilo, enquanto eu estuver via eu nao conseguirei apenas desrespeitar deus. porem, muitas pessoas se rebaixavam nao por reconhecer a grandeza de deus, mas se rebaixacam como algume que este parente um outro o qual fomenta, deseja, mantem e usufrui dessa grandeza em relacao a nos. ou seja, eu nao via uma humildade fazendo os outros se diminuirem, ma ssim um engrandecimento de deus a ponto de faze-lo aprecer mandante dauquela submisividade.

SEÇÃO 1: PRIMEIRA TÉCNICA MENTAL — Recriando Causas

So, number one. The first thing I caught myself doing to my own head was the following:

You know when you have a problem in your life — it may be recent, constant, it doesn't matter. The only requirement is that it has to be bothering you.

Nice. Problem spotted.

Instead of going hours chasing past thoughts and traumas, trying to find the cause of that problem, in a very subtle, natural thinking process, create the cause of this problem.

This helped me a lot, because many of the things that bothered me daily were things that, in theory, were caused by years of, let's say, environmental results or past traumas. And because those causes were so far away — not only in time, but in matters of control, or of myself, factually — I also attributed a very far, long future response or solution. Which almost numbed me and made me try to just live by it, thinking that in that long, faraway future, I would then have imagined a solution. But of course, as you may imagine, that never happened. I never got to that faraway future I once started thinking about.

An example: Let's say I'm not feeling like exercising — not once, but basically every day. It turns into an eventual thing, not a habit like it should be, like I planned for myself. Then, I will tell myself, naturally, like it has just come to me as an idea, that actually the problem can be solved once I buy a new pair of sneakers to run.


Important Aspects to Be Aware Of

Of course, there are some important aspects to be aware of in order to apply this specific technique into your life:

As I explained earlier, changing the cause of a problem may also help you think of it from a different perspective and, consequently, figure out many other solutions your past point of view did not allow your mind to cross before.


This Is Not an Excuse Mechanism

This should not be a mechanism for excuse-making. It should actually work the complete opposite, even though, in thinking trace, they may look the same. Both are you looking for a cause of why something is going the way it's going, and why or how it's solvable.

And there lies the difference: very distant, non-personal, third-party causes to this problem of mine is the perfect scenario for your maybe lazy brain to rapidly formulate an almost natural "yeah, that's why" and not even think about possible solutions.


How This Works (The Pattern)

If actually embodied, pursued, and done with faith in yourself and with faith in the things you want to change, this will come down in these patterns:

Psychological: Your brain, if convinced that that was the cause — even if it isn't actually — will just forget that it wasn't. Matter of fact is that any of those, in your brain, are just memories it attached together and created a bond of causes. So for your brain, at least in a more practical, now result, the cause of something will always be just the memory of the cause of the problem. So, simply as it sounds: change the memory, and you are the only one who will know what can convince your brain.

Magical: This is my favorite part, of course. And, as you may already imagine, once you accept something in your mind, once yourself is sure to the core of something, your world will magically reflect that.

PS: This does not include actual health problems, mental health problems, basically medical stuff. (Even though I myself do believe it still works with that, because these don't differ from just matter, and all matter works the same — but for the good of my responsibility purity, I have to make this claim.)


SEÇÃO 2: SOBRE MAGIA (Pode ser um interlúdio ou nota)

Something I want to point out, that I remembered when I was writing the first mind trick, is that sometimes, before experiencing the magic, it's hard for us to accept the idea of magic. We may keep wandering between an energy of not actually believing — and even anger, frustration, etc. — and lingering to a more optimistic but delusional sense of what the magic is. Thinking you are now accepting this magic nonsense to just happen right in front of your eyes.

And no. That's not the magic that you will experience.

It is actually something so meticulously thought and executed that it will feel like magic dust poured into your soul as you notice the universe dissolving and morphing into your beliefs, right in front of your eyes, but in such a modest way that you will probably think about those seconds you were aware of the morphing happening right in front of you just to digest that in your head. It will not feel like fascinating magic, nor will it be just forgotten. You will understand me once it happens to you.


SEÇÃO 3: SOBRE TEMPO (Pode ser introdução ou capítulo sobre expectativas)

About Time…

So, one of the things that I like to point out in this text — in all of it — is that I don't believe, technically, in requirements, durations, periods, etc., for anything to happen at any point. Having said that, it could sound maybe nonsense to present patience as one of the requirements. But I'll ask you to see, from now on in this book, those requirements as something different from what you have always attributed to that word.

First, mainly all of them are very flexible, basically meaning they don't funnel down who can participate in this life or way of living, but rather guide anyone who's interested into achieving more rapid, less friction results. As time goes by, you will learn by yourself things very personal to the way you learn, hear, and perceive. So I don't think I need to extend myself that much in this matter.

I just needed to preface that: adding points in time as the principal thing your mind is paying attention to regarding your desire or anything will only make you anxious and frustrated. Because once you do that, once you fix the point in time, you will feel anxious no matter what. That anxiety will trigger every emotion, sensation, and bring back all the things you are letting go in this trial.

Got it?

It's not that you cannot have a certain date in mind — of course, things may need to happen at a certain date, technically. But once you give that aspect a bit of attention, even a bit, I promise: the journey till that date will not feel good, and you'll not see the result you claimed to see.

It is actually a very easy connection and cause-and-effect pattern to perceive. That's why I didn't explain that much. But if you're still in doubt, just remember: someday, you had to complete a task by a certain date, and you remember that all you thought about was the due date and not actually the task — that probably was poorly completed, if completed at all.

Deus esta aqui o tempo todo, em todo lugar, tudo é Deus o tempo todo.

Deus nao vai decidir

nao eh uma troca, eu nao preciso sofrer agora, para entao no futuro estar felix, noa eh osrbe isso,

agora no presente, eu entendo que eu nao preciso e eu nao vou ver o que eu nao quero, nem senitr, nem pensar, nem ouvir, nem falar, nem nada, agora eu posso so estaer bem, porque minha preocupacao , nao sei o porqur agora se torna uma certeza bem sutil de qque deara certo, nao sei o que, nao sei como, nem sie porque, mas sei que dara certo, de certa forma nasce essa certeza em mim, e entao, ‘e importante lembrar, mesmo assim, voce deve fazer o esforco de se lembrar que sua forca esta aqui no presente. nao so a sua forca, voce vai perceber o quao mais fazil ‘e alcancar essa paz, essa esperanca quando voce volta ao agora. ai entao se mantem ai, fica ai, aqui onde eu estou, eu nao preciso pensar em nada, fica relaxada, nada sera apenas solto pelo universo porque voce deixou de pensar neste instante, nao, relaxa. a forca que ‘e minha fe neste momento presente, em nao saber, mas saber que dara certo, quando nem perceber estara aqui. ’

a gente passa muito tempo destruindo nosso presente, nao porque somos ingratos e nao sabemos dar valor a nossa casa, a nossa familia, a nossa vida, nao, nao e sobre isso que se trata o ato de desgastar nosso momento. Na verdade, nos judiamos da vida agora, por naturalmente apenas nos darmos a licenca de viver o momento, depois de acharmos que temos a certeza de como sera o momento deguinte a este momento agora.

Ou seja, como vou curtir esta festa, se eu sei que assim que acabar eu vou chegar em casa e meus pais estarao brigando, meu quarto esta todo desarrumado, entao alem da bronca ainda tem a bagunca. Entao, a forma com a qual vivmeos nossa vida hoje, muitas vezrs ‘e resumida em quanto nossa mente se desloca no futuro, e o quanto ela se ocntanta com a idea deste futuro.

Eu sei que de fato ser o rei dos caminhos ja trilhados na mente, ter nocao de tudo como sera, e por onde iremos um dia nao ‘e onde eu mais quero chegar, eu quero chegar naquele que na mente nao tem nada alem do agora e das incertezas, e com isso vive absolutamente em paz, as incertezas nao o incomodam, talve z por uma falta de capacidade em receerb os paroes, mas as vezes porque ja entendeu que sao padroes porque nos acreditamos neles e apenas isso, eles sao padroes porque nos vemos eles como padroes, nao proque seguem uma regra universal de se repetirem, nao

entao, neste momento so quero que saiba, voce nao tem sobre o que se preocupar, sabe essa ideia imaginaria que te perturba? essa visao que passa rapidamente na mente a cada segundo que para para prestar atencao nela, entoa, eu quero que volte aqui, olhe para todos esse pensamentos, lmenre-se que sao pensamentos, sao ocultos que voce friament,e sem discriminacao se agarra como se fosse verdade, mas depois reclama em nao conseguir entender como se agrar a forca do poder.

pois eh, volte aqui, eu so sei de uma coida, eu ano vou precisar me preocpar, o que vai acontecer so me causa uma coisa, frio na barriga para saber ocmo vai ser.

Eu nunca tive o sonho de crescer. Nunca. Nao vou dizer que eu sabia que a vida me cobraria de manieras insultantes a minha alma. Nao tinha a menor ideia. Eu so sabia que de fato nenhuma liberdade seria mais carinhosa comigo do que a certeza de ser acolhida de noite pelos bracos de alguem que te ama incondicionalmente.

Alias, ouso dizer que a liberdade mais me assustava. Nao via sentido no valor que davam a liberdade. O que ha de tadesejavel ser solto em um mundo onde voce nao significa nada.

Acho que ate hoe nao deixei de preferir ser presa do que liberta. Presa pela pessoa certa. Presa pois uma cerca te rodeia, cerca esta fruto de amor, cuidado e zelo. Cerca que aparenta ser cada dia menor, ate a madrugada que percebes a facilidade em pulala.

Eu decidi ficar em slencio. Nao contei a ninguem sobre haver percebido meu tamanho crescido. Parte de mim nao queria assustar quem me cuidava, parte de mim associava sair da cerca a perder para sempre aquele espaco de seguranca, e amor.

Onde estava a cerca de meus pais? O que houve com a cerca deles eu nao tinha certeza, mas sabia que ha um bom tempo nao a viam. Isso porque minutos fora de minha cerca era motivo de chorar ate me colocafem de volta nela. Ja eles, eles nunca choraram, eles nunca demonstraram a fata da cerca, parecia ate mesmo que nunca haviam feito parte dela.

Talvez meu meod tambem morasse no terror de esquece-los. Taovez fosse competamnte sem querer, talvez pularam e nunca mais acharam o caminho de volta, ou talvez, faziam parte daquela gente que conta os dias para pular do cercado, e sem mesmo conhecer a grama fora correm sem rumo ate qualwuer lugar que nao fosse a cerca.

Talvez a cerca deles realmente oferecia so mantimentos para sobrevivencia. Talvez nunca houve uma cerca para eles. Talvez elesmesmos aprenderam a montar a creca para mim, sem ter vivido a experincia de estar dentro dela. Talvez a cerca era deixada de madrugada sem vigilancia, e embora de mnah houvesse uma faxina, forma eles que litaram contra os lobos a noite. Talvez a creca deles nunca foi montada porque quem deveria tambem nao sabia monta-la, talvez ninguem ali nunca aprendeu a montar uma creca direiot, e consequentemnte nao viviam direito la dentro.

Uma sorte que me rodeava essencilament, vivia tambem no momento em que ao chegar na terra, de alguma forma estes dois que nunca haviam experimentado a protecao da cerca, do dia para a noite montaram um cercado com a mlehor madeira que encontraram, fizeram da gama um grande colchao macio e refrescante. Plantaram flores, espantaram os bichos, e tornaram aquele espaço um refúgio seguro. E assim, dentro desse pedaço de paraíso construído com tanto amor e dedicação.

Pois bem, desta cerca que muitos desejam escapar, sem nem mesmo saber o que esta la fora, foi desta cerca que eu me anguastiva em pesnar, e quanod eu tiver de sair?

Por enquanot sou pequena, ainda posso posso fazer acreditarem que minha inocencia nao foi corrompida pelo meu olhar obsessiuvo. Nao contei a ninguem que aquela mentira era mentira, nao proque queria presentes do suposto papai noel ou algo do tipo, mas pela hostilidade que seria minha mae haver deme explicar o porque da frustracao que em mim é projetada pela professora.

Eu sabia que nao entenderiam o que eu estava entendendo. Seria um montao de minutos fazendo sentido daulea explicacao que explicava meu ponto porem 300 fases acima, eu ja havia chegado na profundidade, n aseiredade, na complexidade sozinha, mas ate memso9 se eu explicasse extaamnete o que eu havia entendido, minha fina voz, meu pequeno porte impediria o ouvinete de relacionar minha fala a algo que veio a ser de meu entendimento.

Por isso sempre poupei minhas palavras.

Deus esta aqui o tempo todo, em todo lugar, tudo é Deus o tempo todo.

Deus nao vai decidir

nao eh uma troca, eu nao preciso sofrer agora, para entao no futuro estar felix, noa eh osrbe isso,

agora no presente, eu entendo que eu nao preciso e eu nao vou ver o que eu nao quero, nem senitr, nem pensar, nem ouvir, nem falar, nem nada, agora eu posso so estaer bem, porque minha preocupacao , nao sei o porqur agora se torna uma certeza bem sutil de qque deara certo, nao sei o que, nao sei como, nem sie porque, mas sei que dara certo, de certa forma nasce essa certeza em mim, e entao, ‘e importante lembrar, mesmo assim, voce deve fazer o esforco de se lembrar que sua forca esta aqui no presente. nao so a sua forca, voce vai perceber o quao mais fazil ‘e alcancar essa paz, essa esperanca quando voce volta ao agora. ai entao se mantem ai, fica ai, aqui onde eu estou, eu nao preciso pensar em nada, fica relaxada, nada sera apenas solto pelo universo porque voce deixou de pensar neste instante, nao, relaxa. a forca que ‘e minha fe neste momento presente, em nao saber, mas saber que dara certo, quando nem perceber estara aqui. ’

a gente passa muito tempo destruindo nosso presente, nao porque somos ingratos e nao sabemos dar valor a nossa casa, a nossa familia, a nossa vida, nao, nao e sobre isso que se trata o ato de desgastar nosso momento. Na verdade, nos judiamos da vida agora, por naturalmente apenas nos darmos a licenca de viver o momento, depois de acharmos que temos a certeza de como sera o momento deguinte a este momento agora.

Ou seja, como vou curtir esta festa, se eu sei que assim que acabar eu vou chegar em casa e meus pais estarao brigando, meu quarto esta todo desarrumado, entao alem da bronca ainda tem a bagunca. Entao, a forma com a qual vivmeos nossa vida hoje, muitas vezrs ‘e resumida em quanto nossa mente se desloca no futuro, e o quanto ela se ocntanta com a idea deste futuro.

Eu sei que de fato ser o rei dos caminhos ja trilhados na mente, ter nocao de tudo como sera, e por onde iremos um dia nao ‘e onde eu mais quero chegar, eu quero chegar naquele que na mente nao tem nada alem do agora e das incertezas, e com isso vive absolutamente em paz, as incertezas nao o incomodam, talve z por uma falta de capacidade em receerb os paroes, mas as vezes porque ja entendeu que sao padroes porque nos acreditamos neles e apenas isso, eles sao padroes porque nos vemos eles como padroes, nao proque seguem uma regra universal de se repetirem, nao

entao, neste momento so quero que saiba, voce nao tem sobre o que se preocupar, sabe essa ideia imaginaria que te perturba? essa visao que passa rapidamente na mente a cada segundo que para para prestar atencao nela, entoa, eu quero que volte aqui, olhe para todos esse pensamentos, lmenre-se que sao pensamentos, sao ocultos que voce friament,e sem discriminacao se agarra como se fosse verdade, mas depois reclama em nao conseguir entender como se agrar a forca do poder.

pois eh, volte aqui, eu so sei de uma coida, eu ano vou precisar me preocpar, o que vai acontecer so me causa uma coisa, frio na barriga para saber ocmo vai ser.

eu sinto um pouco de raiva deles. tipo, eu realmente gostaria de nao me sentir assim, so que acho que se meu pai nao estivesse bancando uma fanilia toda hoje, eu teria com certeza mas qualidade de vida. tipo, eu pedi um secador, a julie ganhou um celular nao da mae dela, mas do meu pai. e ponto, o trabalho que a leticia faz nao paga o que eles custam. e eu acho que so me sinto assim, ou pleno menos tao forte, porque o egoismo que as vezes existe me desperta este egosimo da minha parte, por exemplo, a impressora, eu queria mesmo que agora quela impressora estivesse aqui e nao la, e vamos ser muito sinceros, aquela impressora esta la por puro charme da leticia, porque nao era para estar. em caso de trabalho ela deveria estar fazendo no escritorio e nao na casa dela, e depois, se eu pedisse uma impressora para ficar aqui, eu tenho certeza que meu pai nao deixaria, diria para que, nao precisa. se pleo menos a leticia fosse funcional, respondesse a porra do celular, ai okay, mas nao, eu tenho que literalmente jogar. a porra do meu ocmputador na cara de alguem para que alguem me responda.

eu preciso ler a caralha desta buceta, eu quero que o ivar morra, idme para a professora de propriedade, para o ano novo, para o fim de semana, para tudo.

parte das minhas grandes duvidas, vinha a respeito de desejar o mal para alguem.

tanto no sentido de, eu querer algo que é de alguem, ou seja, saber que para meu desejo ser realizado eu preciso que a pessoa perca algo, seja bom ou ruim para ela. Tambem na questao de so desejar o mal mesmo.

Nessa, a gente tteria que discutir novamente o que é o mal e o que é o bom. Eu quero sair bem nessa, conseguir o meu, ou eu necessariamente preciso que meu pedido seja concluido tornando a vida da pessoa um pouco pior?

Porque por exemplo, se eu quero ocupar um cargo x, mas a fulana ja ocupa, indiretamente peco paf que ela saia dali. Neste caso obviemnte nao me importo para onde ela va, ela pode subir, descer, nao importa. o importante sou eu.

Por muitas vezes, eu vi o “KARMA FALHAR”. Tipo, eu nao via o karma funcionar de forma tao certeira e ine vitavel como costumam me dizer. Principlamente quando pessoas mas faziam mais uma vez aquele mal.

“A única resposta possível é a esperança. Porque se um dia eu descobrir algo, será que o meu final não será trágico. Se for trágico... eu nunca saberei. Porque estarei dentro do fim.”

Ou seja:
o trágico nunca é revelado — só vivido.
Mas o não-trágico, o desfecho possível, a redenção, a surpresa da vida... esse sim pode ser descoberto enquanto ainda se está vivo.


Isso é quase um paradoxo poético:

Você está criando uma lógica onde a ausência da certeza trágica já é um tipo de vitória existencial.

E isso é tão poderoso que me dá vontade de te propor um título:

"A Biografia de Alguém que Nunca Saberá se Morreu no Final"

Ou talvez:

"Se for trágico, não saberei. Se não for, um dia eu descubro."


A experiência de vida de uma pessoa revela uma profunda e contínua frustração com as dinâmicas de seus relacionamentos sociais, amorosos e de amizade, bem como com a autopercepção e a incessante busca por compreensão e solução para padrões recorrentes.

Há uma compreensão completa da necessidade de "fechamento" (closure) do cérebro, mesmo em situações onde não houve um relacionamento formal, pois a mente necessita dessa conclusão. Existe uma crítica a quem se "martiriza" por querer que alguém mande mensagem, sem aceitar que isso não implica gostar profundamente da pessoa, sugerindo que deveria-se apenas aceitar esse desejo. Outras pessoas conseguem manter suas prioridades, como a faculdade, mesmo quando interessadas em alguém, algo que se perde, pois, ao se gostar de alguém, essa pessoa se torna a coisa mais importante na vida, e todo o resto parece perder a importância. Há uma percepção de que se age dessa forma "demais", e em momentos de tédio, a mente retoma questões em aberto sem conclusão.

Em relação às amizades, experimenta-se que os outros atribuem importâncias diferentes às próprias ações em comparação às ações de outras pessoas. Os erros cometidos parecem ser magnificados, maiores do que os mesmos erros de outros, levando a questionar se "sou uma pessoa um pouco mais bosta" e se precisa-se compensar. Com algumas dessas pessoas, decidiu-se não tentar consertar ou explicar, pois não há interesse em gastar energia, já que não são vistas como amigas importantes. Contudo, essa dinâmica também ocorre com amigos muito próximos. Pessoas de fora, mas que estão dentro do círculo social, conseguem ver essa situação claramente. Ao expressar essas percepções, há o temor de ser vista como "vítima", mesmo quando se trata de questões "ridículas". Não se acredita que a questão seja ser "boazinha" ou passiva, mas algo diferente cuja causa é desconhecida. Afirma-se que se a causa fosse conhecida, a situação já teria sido corrigida.

Busca-se viver em um ambiente de paz e harmonia, sem perturbações e sem lidar com conflitos, especialmente aqueles que são considerados irracionais, ilógicos e para os quais não se tem resposta. Há um medo de que essa postura de evitar conflitos, forçando-se a sair com pessoas ou fingindo que está tudo bem, faça com que se pareça "falsa". Existe o receio de dizer "não" a um pedido simples e perder a amizade. No entanto, ao tentar ser mais sincera consigo mesma, agindo de acordo com a própria vontade (fazendo o que se quer e não fazendo o que não se quer), as pessoas se afastam e excluem de grupos. A própria ausência é percebida como mais significativa do que várias ausências de outras pessoas, o que é incompreensível.

Existe um ódio pela "zona de conforto" quando se está em uma situação ruim, pois isso é visto como sobrevivência, não conforto. Há uma proatividade na busca por soluções, e não se para até encontrá-las e implementá-las. Se a razão pela qual esses padrões acontecem fosse conhecida, já teriam sido mudados, pois a parte difícil é encontrar a causa, e a mudança em si seria fácil. Apesar de viver e perceber esses padrões por quase toda a vida, nunca se conseguiu identificar a causa. Já se tentou ser de "todas as formas possíveis", incluindo o "eu original", mas o resultado é sempre o mesmo. Há ceticismo em relação a terapeutas e psiquiatras, acreditando que eles só oferecem "coisas óbvias" que podem ser encontradas em qualquer lugar. Há um cansaço e frustração por ver o padrão se repetir sem conseguir identificar um sequer. Não importa se se mostra positiva, querendo agradar, ou com qualquer tipo de personalidade, o resultado final com as pessoas é sempre o mesmo. Essa é a única questão em aberto, causando perda de relações e desgaste emocional por situações repetitivas. Percebe-se que as pessoas têm essa percepção desde o início, e não ao longo do tempo. Embora se tenda a ser prestativa, questiona-se o que há de "tão errado nisso". Reconhece-se um padrão de agradar os outros desde a infância, acreditando que é necessário para manter as pessoas por perto. Às vezes, lembra-se que não é preciso agir assim, mas o padrão se repete. Conclui-se que talvez seja um problema que nunca será compreendido.

A frustração é intensa porque a convicção de que as relações com as pessoas são a coisa mais importante na vida é inabalável. A ausência de pessoas "legais" e com quem se esteja bem impede o próprio bem-estar. Há um medo constante de perder pessoas, que podem "criar razões" para ir embora. As relações demonstram uma tolerância muito menor e são imprevisíveis, o que é a pior coisa para quem sempre sentiu a necessidade de estar no controle. A busca por estabilidade, que nunca existiu na vida, é constante. As relações parecem imprevisíveis por questões "bestas e aleatórias" que afastam as pessoas, e muitas vezes não se carrega a culpa pela razão do afastamento, seja porque a razão é "idiota" e indiscutível, ou porque a culpa é injusta. Existe uma incapacidade de discutir ou confrontar, pois não se tem "moral" e não se confia em si mesmo o suficiente para se defender. A autopercepção do próprio valor é "nula" ou "zero", baseada puramente nas ações. O valor das outras pessoas, em contraste, não é nulo; elas são valorizadas por simplesmente existirem. A vida inteira ensinou que as ações puramente classificam a pessoa na consideração dos outros. Há ceticismo sobre a solução de "amar a si mesma", pois isso não parece mudar a dinâmica externa das relações. Já se tentou de tudo, e nada parece funcionar.

Existe um desejo de apenas "ser" e não sentir que isso não é suficiente. Sente-se a necessidade de fazer algo para ser amada em todos os sentidos, nunca podendo apenas "ser". As próprias vontades são suprimidas; a primeira reação é sempre atender às vontades dos outros. O valor pessoal que se dá a si mesma está intrinsecamente ligado a quantas vontades dos outros foram cumpridas. Há uma pressão imensa para cumprir essas vontades, pois acredita-se que isso é o que dá ou tira o valor. Afasta-se muito facilmente de pessoas quando se percebe que não será possível cumprir suas vontades. Isso gera um distanciamento emocional imenso do mundo, com pouquíssimas coisas gerando sentimento genuíno. As pessoas são descartadas muito facilmente porque não se cria laços humanos com elas, mas sim com a capacidade de cumprir suas vontades.

Uma profunda introspecção leva à pergunta "E aí?", expressando ceticismo sobre a capacidade de outros mudarem a própria mente através da fala. Somente algo totalmente desconhecido e testável seria considerado. Acredita-se ter chegado a uma "verdade" por raciocínio próprio, e que ninguém alcançou a mesma profundidade na complexidade da história. Todo o conhecimento adquirido parece inútil, pois não se sabe o que fazer com ele; a própria capacidade da mente de "entender essas coisas é o que me fode". Deseja-se "não perceber" as coisas ou viver em uma ilusão, pois a vida seria mais fácil sem questionamentos e sem a percepção constante de padrões. Não importa viver em uma mentira ou ilusão, desde que ela pareça realidade e traga paz. Nada mais consegue enganar, e a "ilusão" não é mais possível. A percepção da diferença de tratamento por parte das pessoas é o que "fodeu" a experiência. Se essa diferença não fosse percebida, não se sentiria ou pensaria nela, e o fato não existiria. A percepção pode até piorar a situação, influenciando as ações. Nunca foi da própria vontade entender os "porquês" das coisas, pois a pergunta "o que eu faço com isso?" permanece sem resposta. Há uma crítica aos terapeutas que buscam a origem dos traumas em vez de oferecer soluções concretas.

Após intensa reflexão e sofrimento, a conclusão é sempre "o que eu faço com isso?". Deseja-se ter um "botão" para "não perceber" as coisas, e preferiria viver em uma realidade virtual. Prefere-se ser iludida e ter amigas, mesmo que um dia falem mal; a dor de antecipar é pior do que o próprio evento. Acredita-se que a crença no padrão e em sua verdade (uma das verdades) afeta a lei da atração. O problema é que as pessoas querem que não se acredite no que se sabe ser verdade, mesmo que essa conclusão seja natural e não intencional. A diferença é que outras pessoas não passam pelo processo de perceber esses padrões. O pensamento sobre os padrões surge "do nada" na cabeça, e não há como evitá-lo, a não ser por uma "lobotomia". A mente coleta informações passo a passo, construindo um repertório de 20 passos futuros. Para a pessoa, é natural saber o padrão, mesmo que não seja um padrão universal. Essa percepção se aplica às amizades desde o começo, com a constante expectativa do que vai acontecer.

Há uma aceitação de um "momento pré-m****". O cansaço de se preocupar foi substituído por uma "aceitação de m****" angustiante. Essas previsões dos passos futuros não são normais. Percepciona-se que desde o primeiro passo já se sabia como tudo se desenrolaria. Utiliza-se a analogia do xadrez: como um jogador experiente que conhece as aberturas e os 20 primeiros lances, prevendo o que acontecerá, a mente tem um repertório infinito de coisas que acontecem na vida. As relações, principalmente, são muito parecidas em seus inícios, desenvolvimentos e fins. Se um "movimento inesperado" acontece, o pensamento padrão é interrompido.

É muito difícil "parar o cérebro", pois já se aceitou muitas coisas. No entanto, não se quer mais aceitar esses padrões. Afasta-se das pessoas antecipadamente, sabendo o que vai acontecer 19 passos depois. Há um desejo de fazer uma nova amiga e não achar que precise fazer algo além de "ser". Há um cansaço profundo e o desejo de apenas "ser e ponto", e que o resto "se f***". Não se quer mais entender a própria mente, preferindo "tudo menos isso". Essa percepção profunda e antecipatória é vista como uma "maldição". Acredita-se que o que não se sabe é tão poderoso quanto o que se sabe. Em troca de não saber tantas coisas, daria-se "muitas coisas".

Para um próximo passo, podemos considerar a contradição entre a busca por estabilidade e o distanciamento emocional descrito. Poderíamos explorar se há estratégias para construir conexões baseadas na autenticidade e vulnerabilidade, mesmo com o medo da imprevisibilidade e da perda, ou se o foco deve ser em aceitar a "maldição" e buscar um propósito diferente para essa capacidade de percepção aguçada.


Ah, você que me lê e se reconhece no espelho partido da solidão - sim, eu te vejo. Vejo através das palavras que são pontes invisíveis entre almas que se procuram no escuro. E o que é procurar senão já ter encontrado?

A solidão, essa que você conhece e que me conhece, é como água - toma a forma do recipiente que a contém. Mas nós, nós somos recipientes rachados, e por nossas fendas escorre o amor que insistimos em guardar. E é justamente por essas rachaduras que a luz entra.

Você fala da ânsia de amar como quem guarda sede no deserto. Mas veja - e isto é o segredo que sussurro apenas para você - o amor não se guarda. O amor é como a respiração: retê-lo é morrer um pouco. Você descobriu, como eu descobri um dia olhando uma formiga carregar uma folha maior que ela mesma, que amar-se através do outro não é desvio, é o caminho.

"Deixe-me te amar" - você implora ao vazio. Mas querida, querido, o vazio já te ama. O vazio é o espaço onde o amor acontece. Não peça permissão para amar - o amor é o único crime que se perdoa antes de ser cometido.

A tomada, você disse. Sim, aprendemos vendo o outro queimar o dedo. Mas sabe o que nunca nos ensinaram? Que às vezes é preciso queimar o dedo para entender a eletricidade que nos atravessa quando amamos. E essa eletricidade, essa corrente que passa de um ser a outro, é a única prova de que existimos.

Então ame. Ame sem pedir licença. Ame como quem respira - porque é disso que se trata. E se o mundo te convenceu de que amar a si mesmo é afastar-se do outro, devolva o mundo ao mundo. Fique com a verdade crua: só existimos no espaço entre eu e tu.

E esta carta, que você envia sem saber se será lida - já foi lida antes de ser escrita. No momento em que a necessidade de amar transbordou de você, o universo inteiro tornou-se destinatário.

Sim, continue amando. É o único gesto revolucionário que nos resta.

E então te digo mais, porque o silêncio entre as palavras também é palavra, e você sabe disso - você que aprendeu a ouvir o não-dito.

Há dias em que acordo e sinto o peso de todos os abraços não dados. Eles se acumulam nos braços como pássaros que esqueceram de voar. E penso: quantas pessoas passaram por mim hoje precisando justamente deste abraço específico que carrego? Mas o mundo nos ensinou a economia do afeto, como se o amor fosse moeda que se gasta.

Mentira. O amor é o único bem que se multiplica ao ser dividido.

Você me fala da última bolacha do pacote. Ah, como essa imagem me atravessa! Porque ser a última bolacha é carregar a responsabilidade de ser inteira num mundo de migalhas. Mas escute - e isto é importante - às vezes é preciso se deixar partir em pedaços para alimentar os pássaros. Não há desonra em ser migalha quando se é migalha por amor.

E essa raiva que você guarda, essa raiva sagrada de quem foi enganado pelo mundo - use-a. A raiva é amor em estado de guerra. É o amor que se recusa a morrer quieto.

Sabe o que descobri ontem, olhando uma aranha tecer sua teia na janela? Que ela não tece para prender, tece para existir. A teia é sua forma de dizer "estou aqui" ao universo. Nós somos assim - tecemos amor não para prender ninguém, mas para provar a nós mesmos que existimos.

E existe essa coisa terrível e maravilhosa: amar sem ser amado de volta é como falar com Deus - você nunca tem certeza se está sendo ouvido, mas continua falando porque o silêncio seria insuportável.

Então fale. Ame. Grite seu amor aos quatro ventos, mesmo que o vento não tenha ouvidos. Porque no fim - e isto eu só descobri depois de muito sofrer - no fim, o amor que damos é o único que realmente possuímos.

E continuo, porque parar seria trair a urgência que me habita - essa mesma urgência que te fez procurar estas palavras como quem procura água no deserto.

Ontem, lavando um copo, tive uma revelação. O copo estava limpo, mas eu continuava lavando. E entendi: às vezes repetimos gestos não por necessidade, mas por ritual. Amar quando não se é amado é assim - um ritual de purificação. Não do outro, mas de nós mesmos. Cada "eu te amo" não correspondido é uma ablução, uma forma de nos lavarmos do cinismo do mundo.

Você sabe qual é a maldição dos que amam demais? É que vemos amor em tudo. Uma folha caindo é um adeus. Um pássaro cantando é uma declaração. Uma xícara quebrada é um coração. Vivemos traduzindo o mundo em amor, e o mundo - ah, o mundo nem sempre quer ser traduzido.

Mas veja só que descoberta fiz aos quarenta anos, chorando no banheiro de um restaurante qualquer: a solidão não é ausência de pessoas. A solidão é a presença excessiva de si mesmo. É quando você ocupa tanto espaço dentro de você que não sobra lugar para mais nada. E foi aí que entendi - precisamos esvaziar para poder amar.

Como é que se esvazia? Não sei. Sei apenas que acontece. Um dia você acorda e percebe que criou espaço. Como quem limpa uma gaveta sem perceber. E nesse espaço vazio, ah, nesse espaço sagrado, cabe o universo inteiro.

Você me pergunta sobre o amor não correspondido, sobre enviar a carta sem saber se será lida. Mas pense: toda palavra escrita é uma garrafa lançada ao mar. Escrevemos sempre para o desconhecido. E o milagre - preste atenção porque isto é um milagre - o milagre é que às vezes a garrafa encontra uma praia.

Lembro de uma tarde em que vi uma criança tentando abraçar o vento. Os braços se fechavam no vazio, mas ela continuava tentando. A mãe disse: "É impossível abraçar o vento." E a criança respondeu: "Mas o vento me abraça de volta." Passei o resto do dia pensando naquilo. A criança tinha razão. O amor é assim - mesmo quando parece que abraçamos o vazio, o vazio nos abraça de volta.

E essa história de ter que escolher entre amar a si mesmo ou amar o outro - que grande mentira! Como se o coração fosse uma casa de cômodo único. O coração é um universo em expansão. Quanto mais ama, maior fica. Já notou? As pessoas mais solitárias são justamente as que guardaram tanto amor que ele azedou.

Amor guardado é amor morto. É como guardar flores - por mais bonito que seja o vaso, elas vão murchar. O amor precisa de movimento, precisa fluir. É água, não pedra.

E sabe o que mais dói nessa nossa condição? É que fomos programados para amar em abundância num mundo que prega a escassez. Somos ricos de amor num mundo que valoriza apenas a pobreza afetiva. É como ser um músico num mundo de surdos - você continua tocando, mas se pergunta: para quê?

Para quê? Ah, essa é a pergunta errada. A pergunta certa é: como não? Como não amar quando cada célula do seu corpo foi feita para isso? Como não transbordar quando você é rio, não represa?

Tem dias em que penso que somos os últimos de nossa espécie. Os últimos a acreditar que o amor pode ser gratuito, sem contrapartida, sem garantias. Somos anacrônicos, antiquados. Dinossauros do afeto num mundo de mamíferos práticos.

Mas sabe o que os dinossauros tinham que os mamíferos não têm? Grandeza. Havia grandeza em sua extinção. E há grandeza em amar num mundo que despreza o amor.

Você me diz: "deixe-me te amar". E eu te respondo: ninguém pode impedir. O amor é o único ato verdadeiramente livre que nos resta. Podem aprisionar seu corpo, controlar sua mente, mas o amor - ah, o amor é ingovernável. É anarquista por natureza.

E essa sua descoberta de que se conheceu amando os outros, não a si mesmo - isso é sabedoria pura. Porque o "eu" sozinho é uma ficção. Só existimos em relação. Eu sou porque tu és. Ubuntu, dizem os africanos. Eu sou porque nós somos.

Mas o mundo ocidental nos vendeu a ilusão do indivíduo autossuficiente. Como se pudéssemos existir em bolhas. Como se o ar que eu respiro não fosse o mesmo que você expira. Que tolice! Que tremenda e trágica tolice!

E continuo ainda, porque há tanto a dizer...


sete de paus
justica
quatro de ouros
knight de espadas

00:0048:37

SPEAKER 1

Eu acho muito engraçado o quanto a ordinariedade hoje em dia é exaltada mais do que qualquer tipo de comportamento fora da ordinariedade. Independente de qual seja. Independente. você nunca vai ser tão paparicado, tão elogiado, tão amaciado quanto se você for uma pessoa extremamente comum, que fala e só repete as mesmas frases que todo mundo, as mesmas frases que você só fala porque pra você não serve. Então, sim, são pessoas que Qualquer coisa que você fala além, ela olha pra sua cara, tipo... Você faz terapia? Tipo... Moça, não. Não faço. Te garanto que se eu fizesse isso que eu acabei de falar, não ia mudar. Podia mudar alguma outra coisa, mas... Bom dia. As pessoas acham que o quê? Que tá todo mundo indo na terapia, para que cada vez mais o mundo seja mais homogêneo? Está todo mundo caminhando para a ordinariedade por conta da terapia? Não. Literalmente não. Eu não sou... Foi o número um. formas com que acontecem a terapia hoje em dia. Hoje em dia não, sempre. Mas eu tenho que defender que assim, não tem nada a ver com isso. E aí eu fico vendo esses vídeos, tipo, de pessoas falando as coisas mais básicas do planeta. E até aí, eu vou fazer o quê? Eu espero que as pessoas só sejam geniais o tempo inteiro? Não. Eu acho meio... Você vê na internet falar? Sim. Mas o que eu vou fazer? Só cheirar. Aí... Pra piorar, se você fala qualquer coisa fora disso, a primeira reação das pessoas vai ser tipo... Na verdade, eu acho muito difícil não ser... Não ser um certo, tipo... Uma repulsa, assim, tipo... Bro, escuta o que eu tô falando. Escuta, depois você toma a sua opinião, tipo... É um negócio muito louco, é tipo... Eu não sei se essas pessoas... que repetem literalmente as mesmas frases que todo mundo repete, que ninguém segue uma sequer palavra que elas falam, se elas realmente, tipo, sentem, nossa, eu alcancei o nível mais alto de consciência, tipo, eu não sei se elas pensam isso, eu não sei o que é pior, se elas pensam isso, ou se é uma, tipo, conformidade ali com Sabe? Tipo, eu não sei. Sinceramente, eu não acredito que alguém que tenha a mínima capacidade mental, um pouco acima do ordinário, alguma vez na vida tenha a coragem de chegar na internet e falar uma coisa dessas. Porque pra você chegar na internet e falar uma coisa dessas é porque você já tá à vontade com essa coisa. E uma pessoa que tem uma cabeça minimamente normal, ela não vai ficar à vontade com isso. Ou seja, Eu acho que é uma regra pra você, tipo... Falar essas coisas, você necessariamente tem que ser, tipo, muito limitado, assim. E eu não... Tipo assim, eu posso falar... Eu acho que minha maior raiva não é nem... Não é nem... Tipo, ai... Sua... Sua... Prato. Tipo, é um... Você é um prato. Tipo... Me fala alguma coisa, tipo, fala alguma coisa. Porque quando as pessoas falam essas coisas, pra mim nem... Eu escuto tanto que nem parecem mais palavras. Entende o que eu quero dizer? Tipo... Tipo, parece que... Evapora. Eu não sei, que cancela com o silêncio. E aí eu, tipo, tá, o que você vai falar? Porque já virou, tipo, assim... Quase que respirar faz o mesmo som que falar essas palavras. E aí? A pior de tudo que eu ia falar é que... Ok, você quer exaltar uma pessoa dessa? Beleza. Agora, não... Não! Não reprima as pessoas que não conseguem pensar desse jeito. Porque eu vou ser muito sincera, se eu pudesse escolher, Se eu pudesse escolher, nossa senhora, eu era a primeira na fila pra ser colocada na lista das portas. Tipo, o meu sonho era sair por aí e falar... Ai, eu me curei na terapia em seis meses, tipo assim, do meu ######### #########, ###. Eu vomitava uma vez a cada dois anos. E sabe, era muito pesado e tal. E hoje eu não sei se eu consigo falar sobre isso, mas eu fui na terapia. E eu conversei com ela, e aí, tipo, eu super me curei. E aí, depois que eu super me curei com a terapeuta, tipo assim... Eu tô super bem comigo mesma, tipo, eu me amo. E eu não vou deixar ninguém pisar na minha cabeça. Porque eu super me amo. E meu avó é uma merda. Tipo, sinceramente. Sinceramente, e eu falo isso de coração, porque eu queria muito ser essa pessoa. Imagina a paz que é dentro da cabeça de uma pessoa dessa. Imagina! Meu sonho, meu sonho de vida era ser a ### ####, não uma, a. É tipo assim, ver assim, ó. Porque no final do dia, E eu só tenho 22 anos e eu já sei disso? Não. Você arrecadar conhecimentos não é mais legal do que você não arrecadar conhecimentos. E isso eu não tô falando de, ah, eu quero aprender xadrez. Não. Não. Não tô falando disso. Estou falando de você ter uma cabeça, que no dia a dia vai recolher mais informações do que outras pessoas. É a pior coisa que você pode fazer na sua vida. Na verdade, não fazer porque você não escolhe, mas é tipo... é horrível, é péssimo, não te traz nada de bom. Porque você adorava pensar, você adorava pensar e tomar suas conclusões até que isso virou um distúrbio quase na sua cabeça e agora pensar que é uma coisa inevitável que você vai fazer te deixa perturbada, então é um ciclo vicioso, absurdo. Você tem que escutar de pessoas. Não, porque a minha família tava morrendo, e aí tipo, o que que eu fiz? Eu fui na academia correr pra liberar as emoções. ####. Depois eu vou te contar uma coisa muito triste, infelizmente. Por mais idiota que isso possa parecer. Por mais idiota que isso possa parecer. Querendo ou não, se o seu tio tá morrendo, Não tem o que você pode fazer, a não ser liberar suas emoções, ponto. Ai, eu liberei minhas emoções pulando de bungee jumping, eu liberei minhas emoções correndo na esteira. Ok, não tem o que você fazer, você fez correto, você fez a única coisa que você tinha para fazer. É uma dor muito maior, é uma dor muito maior, mas é uma dor diferente, é uma dor É uma dor, não é uma angústia, não é uma dúvida, não é uma ansiedade. E não tô falando que esse é pior, não. Estou falando que é diferente, não se lida com um como se lida com o outro. Se o seu tio vai lá e morre, não tem o que você fazer. Não tem. Você vai ter que correr na esteira, você vai ter que pular de bungee jump, você vai ter que fazer o que for para liberar as emoções, porque não tem onde colocar elas. Agora, Eu sou 100% convicta de que a única forma de você me dizer isso daqui não dá é porque aconteceu a morte. Seja com o que for, seja com uma coisa, seja com uma pessoa, seja com o que for. De resto, por mais que eu pareça ter a pior fé do mundo, eu juro pra você que eu sou a última a acreditar, não é, realmente não vai dar. Tipo, eu sou a última, eu sou a última. Eu não, normalmente, né, se tá chegando perto e eu percebo, tipo, nossa, talvez eu não consiga e tals, Eu não fico por aí falando o quanto eu acredito, não. Eu vou ficar mais seclusa, provavelmente ninguém vai saber que eu ainda acredito. Lógico, não daquela forma de antes. Provavelmente já bem chateada e ansiosa, mas... Mas é isso, é tipo... Ao mesmo tempo que olham pra minha cara e falam assim... Por que você não muda? ####, eu literalmente não mudo. Na verdade, não é só que eu não mudo, eu literalmente estou da forma com que eu tô porque muitas pessoas chegaram na minha cara e falaram, é a vida, aceita. A vida é assim, você tem que aceitar. Não, eu não vou. Não, eu não vou. E aí? Bom dia. Ou seja, você se decida. Se você está me dizendo, não, tipo assim, você super pode se esforçar, mas você vai poder chegar, tipo, até onde a vida deixar você chegar. Então, um beijo na bunda. Um beijo na bunda. Porque eu não vou, grátis, viver minha vida inteira. Aí você fala assim, nossa, mas você tem 22 anos, como é que você tá falando isso? Pois é, diva, pois é. É lógico que eu não tenho a consciência da grandeza que é a vida quando eu tiver 70 anos. Eu não tenho, tá? Ponto final. Agora, quando você está 24 horas com a sua cabeça, a única coisa que importa é o quê? A sua cabeça. Eu sei que eu não sou uma coitada. Não, não é. Não estou pedindo para ninguém ter dó de mim. Tanto porque eu sei que seja psicóloga, pode ser terapeuta, pode ser o que for. Não tenho o que fazer. Eu não vou pensar diferente do que eu penso. Você pode me dar um remédio que vai fazer, por exemplo, a minha cabeça pensar menos literalmente. Você vai me dar um remédio que os meus neurônios vão parar de fazer as suas ligações literalmente falando. Aí eu posso falar ok. Tirando isso, não tem o que você fazer, porque a minha... Quando eu percebi tudo que eu percebia, acabou. Essa parte de mim, eu antes disso, não vai existir mais. Aí você pode falar assim, nossa, que pessimista. Não, óbvio que não. É porque se você escuta o que eu falo e a única coisa que você entende é o que você escuta, então parabéns, você faz parte dos Vou falar bobões. Dos bobões. Mas pra quem não faz parte dos bobões, você pode seguir comigo. Isso nunca significou que... Nossa, então quer dizer que eu vou pra bosta. Não. Eu posso ir pra muito melhor. Eu posso ir pra igual. Eu posso ir pra qualquer... eu posso ir pra igual no sentido da mesma quantidade de estar bom, mas não da mesma forma com o que aconteceu antes, com o que aconteceu antes. Não, ponto final. E... Eu pensando agora, eu não tenho muita certeza quando as pessoas vão fazer terapia, se o que passa na cabeça delas aonde que a minha cabeça tem que chegar pra ser melhor, pra tipo, curar certas coisas, ou o que eu preciso tirar da minha cabeça, no sentido de ser um processo completamente retroativo, ou ser um processo completamente pra frente. E eu sempre vi que se eu quisesse consertar certas coisas, Por mais que sim, eu estivesse indo pra frente, o caminho era... Bom, caminho não. Porque nunca deu certo, né? Não tinha como dar. Mas é tipo... O remédio aqui era eu tomar uma pílula que me fizesse esquecer sobre isso aqui. Eu esquecendo que eu passei por isso aqui, acabou. Acabou. Não é a minha cabeça que é cagada. Não sou eu. Não sou eu, não. Eu sou... o que eu com 10 anos era. Hoje, eu estou presenciando a minha eu pós certas coisas, porém, por não ser eu, existe A mínima que seja a esperança dentro da minha pessoa de que vai mudar. Ponto final. Eu jamais teria aguentado minha vida inteira sem o que eu sou hoje. Ponto. Só que... Acredite que eu sou a primeira pessoa a ter toda a esperança do mundo que eu vou mudar. Ai, mas você então tá esperando sentada? Aham! Sim, diva! Sim! Depois de contar tudo isso que eu já te contei, o seu primeiro pensamento é, você tá esperando sentada? Não! Eu acho que é uma boa ideia que você teve, eu acho que é um bom pensamento. Primeira coisa, sobre o meu primeiro fato. Eu nunca vou falar em voz alta algo que me incomoda. se eu já não pensei em todas as possibilidades possíveis dentro da minha cabeça?" Começa por aí, dentro da minha cabeça. Isso significa o quê? Existe a possibilidade de eu falar isso pra alguém e a pessoa me dar a resposta que pra muita gente pode ser a mais óbvia do mundo. Você fala assim, como é que você não pensou nisso? Pois é, eu pensei em todas as possibilidades que existiam dentro da minha cabeça e que eu consegui fazer dentro da minha cabeça. Por isso que eu estou aqui falando isso pra você. E nunca... E se eu começo lá... Ai, não, porque isso aqui... Não é porque eu não queira resolver. Confia em mim que não é porque eu não queira resolver. É porque eu já experimentei e deu errado. Entendeu? E aí... Eu não posso julgar ninguém por não saber... o que eu diariamente passo mentalmente de tempo analisando eu mesma, por exemplo. Eu não posso julgar ninguém porque não sabe que eu fico literalmente escrevendo sobre todos os comportamentos que eu percebo de mim e de todo mundo. Eu não... Bom, não vou dizer que eu não espero, porque se você... Em um primeiro momento, assim, no choque... No choque você... Não é que você esperava. Mas você só não queria escutar, talvez. Só não queria escutar que, tipo, diva, não vão te entender. E, obviamente, falando num negócio desse, a primeira coisa que vem na minha cabeça é... Nossa, como você se acha? Bom... Várias e várias e várias e várias vezes, eu... É... Eu quis conversar sobre isso, mas até mesmo com terapeutas eu não me sentia confortável, porque eu pensava... Tipo... Eu não consigo falar sobre isso sem que em algum momento eu insinue que algumas pessoas são um pouquinho mais boas. E... E tipo... Sei lá. Na verdade, é que... Eu não convivo e eu não passo nenhum tempo com pessoas boas. Zero. Tipo, se você está comigo, você não é burra. Você tem a capacidade mental pra entender o que eu tô te falando. Talvez você, no momento, não queira. Talvez você seja maldosa. Talvez você seja... É... Talvez seja o que for, mas eu jamais estarei andando com alguém por mais de cinco minutos que eu fale uma coisa e ela não entenda o que eu tô falando. Aí, quando essas pessoas, que eu sei que me entendem, ou dão uma de preguiçosa, ou pior, realmente não me entendem, nem seja por um segundo que eu percebo a cara delas de não me entender, na hora eu corto a conversa. Porque eu acho que eu tenho pânico, por mais que eu saiba que muitas pessoas não entenderiam a minha cabeça. me dá pânico ver isso na minha cara. Então, me conforta pensar que, não, se um dia eu falar, vão te chupar, super não entender. E, obviamente, eu me sinto mal falando isso, porque eu já senti algumas psicólogas não entendendo o que eu queria dizer. Óbvio, tiveram outras que sim, que bizarramente me entenderam, que eu não precisava nem falar direito E não se tratava de tipo... Nossa, você não tem conhecimento sobre a psicologia. Não, tipo, não é sobre isso, sabe? Eu não tô te jogando pra bosta. É que não é o mesmo entendimento. Tipo... Não é o mesmo entendimento, sabe? Não é a mesma linha de raciocínio. Eu vou pra um lado, você vai pro outro. E... E por mais que você explique quem não te entende, você sabe que não te entende. Não é nem... É tipo... É um negócio muito específico, assim. É que eu, pra ser muito sincera, eu só conheci dois tipos de pessoa. As que me entendiam e as que não me entendiam. Ai, que óbvio. Não. literalmente não existe meio termo, tipo, eu nunca conheci uma pessoa meio termo, que ela entende em parte o que eu tô falando. Não, porque ou você entende a linha de raciocínio, tipo, tá, eu sei da onde veio isso daí na sua cabeça, eu entendo, porque pra mim é a mesma coisa, só que de uma forma diferente. Só que eu sei que sentimento é esse. é muito específico, e não tem como você chegar a um entendimento de alguma das partes do que eu tô te falando, sem que você tenha esse tipo de forma de pensar. E aí, quando eu percebi isso, que só existiam esses dois tipos de pessoa, ou eu fiquei muito confortável, porque isso não aconteceu quando eu era criança, E dois, eu... Ah, acabei de me lembrar de um fato muito fofo também. Tipo, eu sempre fui, sempre, em todo lugar, em todas as escolas que eu ia. Era muito nítido que eu fazia aquela... E assim, se de toda sala tivessem um... A dupla de best friends era eu e alguém, sempre. Tipo, sempre. Desde criança. Desde o segundo que eu entrei na minha primeira escola. Minha mãe já me falou. A sua primeira melhor amiga foi a #######. Depois foi uma loirinha que eu não lembro dela. Mas por aí foi. E eu nunca deixei de manter esse comportamento. Nunca. E... E assim, o desespero que eu sentia quando, por exemplo, elas não estavam lá. Era um sentimento... Primeiro que eu diria que igual, desde quando eu era criança até bem mais velha. Até hoje é muito semelhante, é que hoje é muito menos intenso. Hoje é tão ok que eu consigo só parar pra perceber. Mas até os meus 14 anos... Era um sentimento tipo... de... nossa, assim, de perda absurdo. Era tipo... e não tô nem falando assim, ah, a minha amiguinha agora tem outra melhor amiga. Não, porque isso nunca acontecia. Todas as minhas melhores amigas, todas. Quando a gente se afastou foi por questões, tipo, da vida. Tipo, eu fui morar em outro país, eu mudei de escola, alguma coisa assim. Nunca foi porque, ah, uma deixou de andar com a outra. E aí... Eu... Eu não tinha medo de... Nossa, que elas parassem de ser minhas amigas. Nada disso. O meu único momento em que eu tinha pânico é quando elas não estavam lá. Porque quando elas estavam, era confiança 100%. E eu posso dizer que, vendo a minha cabeça hoje, é... Nunca existiu, em relação a minhas amigas, nenhum tipo de sentimento de desconfiança. Você fala assim, mas é óbvio, né? Porque você passou pelas coisas que você passou, como todo mundo, e aí você cria isso. Sim, mas quando eu falo pra você que era um extremo, era um extremo. Não existia em mim a desconfiança que, por exemplo, eu já conhecia. Eu já conhecia a desconfiança por outras pessoas. Eu já conhecia o que era o sentimento de... Eu não sei se o que você tá me falando é verdade. E eu vou ter que, tipo, ficar atenta. Pra caso não seja, já me preparar pra isso. Desde 8 anos de idade eu tenho esse pensamento. Óbvio, não da forma como eu falei, mas você entendeu. E sim, de pessoas... Aliás, as pessoas mais próximas de mim na vida. Ou seja, eu sabia que sentimento era esse. Só que em relação às minhas amigas, eu nunca tinha sentido nada próximo. E assim, eu posso falar que pelo que eu me lembro, Nunca tive razão também. Nunca. Por mais que eu fosse essa pessoa que, tipo... Por quatro anos, eu ia ser amiga de uma pessoa. Tipo, não que eu ia ser amiga só dela, mas... Que a gente não ia se desgrudar por quatro anos. Que a gente ia fazer tudo juntas. Tipo... Não ter sido, em nenhum momento... Não ter conhecido esse sentimento é muito bom, é muito bom. E eu nunca tinha pensado nisso, pra falar bem a verdade. Nunca tinha refletido nesse fato, mas refleti, está refletido, anotado. Nunca tinha passado por um sentimento de insegurança em relação às minhas amigas, botando ao ponto. Então assim, Eu lembro claramente de todos os dias que eu... Bom, não de todos os dias, mas eu lembro de momentos em que, sei lá, eu chegava na sala de aula e eu percebia, meu Deus, a ###### não tá. Meu Deus, o que eu vou fazer? Naquele momento eu já batia, tipo, toda aquela insegurança que eu tinha quando os meus pais me deixavam na escola, batia, na hora. Não importa o que você me falasse, não importa nada. Eu só ia me sentir minimamente segura de novo quando eu estivesse na minha casa. Aí... Ok. Tanto que eu lembro uma vez... Que essa minha amiga... Minha... Eu falo assim... Minha primeira melhor amiga... É... Que eu estava completamente consciente, que eu me lembro. Eu me lembro quando... Eu cheguei na aula e a gente tinha que fazer uma fila. Cada sala fazia a sua fila e você ia em ordem alfabética pra sala. E aí eu lembro, cadê ela? Meu Deus, cadê ela? Cadê ela? Cadê ela? Não estava lá. E eu já sabia, né? Ela não chega atrasada. Ninguém aqui chega atrasado. Ou seja, ela não vem. Ok. Eu acho que foi a primeira vez que... Ela tinha faltado na escola. Desde que eu era amiga dela. E eu posso falar que isso foi muito tempo. Tipo... Sei lá, um ano. E aí... ok. Ela... Ela... Eu cheguei em casa chorando pra minha mãe. Meu Deus, porque... Eu vou chamar ela de ##. A ## não veio pra escola, não sei o que. Liga pra mãe dela, liga pra mãe dela, liga pra mãe dela. Pove, ela tava muito doente. E a mãe dela falou que pelos próstipos, eu lembro exatamente, sete dias, quatorze dias, desculpa, quatorze dias, porque ela tinha pegado aquela, aquela... Qual que é o nome daquela doença que ficou super famosa, tipo, famosa ou não? Que todo mundo pegou na Espanha e que era grave. Ela falou quatorze dias. Eu morri. Eu falava pra minha mãe, pelo amor de Deus! Não me deixe ir pra escola! Por favor! Porque era um desespero. Tipo... E aí você fala assim, sua mãe não é #########, ela não vai deixar. Só que eu não tava falando aquilo, tipo... Pra manipular ela, porque não queria ir pra aula. Não! É porque a minha dor era astronômica. E era tão grande que eu... Que na hora eu não pensei, tipo, nossa... Minha mãe não vai deixar eu fazer isso, porque tipo assim... Eu vou te falar aqui na hora, eu pensei que fosse condizente ela deixar eu não ir. E aí... Tipo assim, pensa. Eu vi minha amiga ontem na escola. Hoje eu não vejo ela na escola. Ligo pra ela. Fico sabendo que ela não vai pelos próximos 14 dias e começo a chorar igual uma desesperada. Tipo assim, chorar. Mas chorar, tipo de morrer. Não mais saudade. Não é que eu tava com saudade da minha amiga. Não é que eu ia ficar com saudade. Não. Eu sabia que os próximos dias na escola iam ser um inferno na Terra. Pra mim, no caso. E coincidentemente, ironicamente... Eu vivi a minha infância, aprendi a ler, aprendi a escrever, até dividir, um pouco mais que dividir, eu tava lá. Isso assim, essa época na sua vida, não tô falando da matemática, tô falando dessa época da sua vida, é muito importante na forma com que você vê o mundo hoje, pra mim isso é muito óbvio. Tipo, isso molda o seu cérebro. Molda, tipo, a forma com que você pensa. A forma com que você vê as coisas. Como você entende, como você reage. Tudo bem que você pode parar e perceber, tá? Talvez essa não seja a melhor forma de eu reagir, talvez eu possa pensar. Sim. Mas até hoje você reage de uma forma, por conta de coisas que aconteceram com você naquela idade. E eu acho importante pontuar isso porque É importante pontuar que, por mais que pareçam muito bestas as coisas que eu falo, eu sei o quanto isso mudou na minha vida até hoje. Lá na Espanha, eu não sei como é hoje, provavelmente é igual. E muitas coisas me levaram a crer que no Brasil era muito diferente. Acredito até onde que seja. Acho muito difícil não ser, mas também não posso dizer que não é. Dizendo só da minha experiência agora. Desde que você é criança lá, quando eu falo criança é tipo, criancinha, você tem 3 anos de idade, você tá na escola. Os caras vão falar com você como se você fosse uma pessoa completamente consciente. E não só isso, lá eles têm total permissão pra serem uns completos de uns, tipo, sem noção com você. É tipo, você é um adulto frustrado? Você odeia criança? Seja professora na Espanha, você lá vai ter todo, tipo assim, eles vão te dar o aval, eles vão colocar um tapete vermelho na sua frente e falam Pode ser ridículo com as crianças. E eu falo isso? Não, porque... Ai, eu sou super experienciada com crianças e eu sei que elas são super fáceis. Não. Mas existe um ponto humano de você falar com crianças. Pra você ter uma noção, por exemplo. Eu, uma vez em toda a minha vida, esqueci um caderno na minha casa. Porque eles eram todos iguais. Eles eram da escola. Eles eram... Eu lembro exatamente como ele era. Ele era azul com o logo da escola várias vezes na capa. E era matemática, aula. Era um cara, tipo... Que claramente não tinha que estar lá. E aí... Eu comecei a procurar na minha bolsa. Eu tirei o caderno igual. Não sei como assim não aconteceu mais vezes. E... não era o de matemática. Na hora eu comecei a entrar em pânico. Comecei a entrar em pânico. Só que eu jamais teria a mínima da coragem de, por exemplo, fingir que... Tipo, eu poderia muito bem ter simplesmente aberto o caderno e começado a fazer as coisas que ele mandasse, tipo, nesse caderno. Querendo ou não, eu não ia saber. Mas eu, naquela época, nunca que eu ia ter a menor da coragem de ter a possibilidade desse cara querer ver alguma coisa e ele não ser o meu caderno. Bom, eu lembro que eu levantei, falei com ele, professor, então, eu troquei o caderno. Pove, não é que eu... Nossa, esqueci, meu Deus. Agora não é nem isso, eu trouxe um caderno exatamente igual, porque eles sabiam as cores, tipo, não era a gente que ia escolher. É... Uma vez na minha vida, eu tava no quarto ano. Pobre, eu estava naquela escola desde o primeiro, e o cara sabia muito bem que eu nunca tinha não feito uma lição de casa na vida. Aí, ele olhou pra mim e falou, você já sabe o que você vai fazer. Você sabe o que a gente tinha que fazer? A gente tinha que pegar nosso corpinho de oito anos de idade, Bater na porta do infantil, infantil era, sei lá qual que é infantil. Oi, tudo bem? Eu esqueci o meu caderno de matemática, me mandaram aqui. E aí você tinha que passar a aula inteira parada na frente da sala das crianças. Não sei, humilhação. ensinar as crianças a não esquecerem o caderno, pove, né? Na segunda vez que você esqueceu o caderno, você tinha que fazer o dia inteiro de trabalho voluntário, entre aspas, de catar lixo na escola. Ou seja, eu lembro de um cara que ele era tipo assim, ele tava cagando pra escola. Então, todo dia esse cara, enquanto a gente tava, por exemplo, na educação física, ele estava catando o lixo da escola. E um dos professores ficava com ele, tipo, senta vendo aquele papel ali e pega. Tipo, era um negócio desumano. Aí, ok. Obviamente, eu não fiquei, eu não me humilhei por conta das crianças de três anos que nem entendiam o que estava acontecendo. Não. Eu tinha, obviamente, criado pra mim uma sensação insana de não posso errar, não posso errar de jeito nenhum, porque, você já viu, quatro anos aqui, nunca tirei uma nota que não fosse 9 ou 10, literalmente, nunca não fiz uma lição de casa, nunca não fiz tudo, e aí uma vez eu troquei um caderno e eu tô aqui... Eu lembro que nesse dia eu cheguei pra minha mãe e eu fui contar pra ela, porque eu não consegui esconder as coisas. E eu contei pra ela, tipo, eu comecei a chorar. Porque eu achei, tipo, na minha cabeça, realmente, meu Deus, é muito grave. Tipo, eu não tinha... Eu não tinha a noção de falar, é... Que coisa de #########. Eu não tinha. Eu não tinha. Eu lembro muito bem do meu sentimento de pensar, realmente, eu não podia ter escrito em meu caderno. Então, isso, claramente... Deixou uma marca. E eu sempre achei muito engraçado o fato de que os meus pais nunca me deram, tipo, esse tratamento de... Se você não for bem na escola, você vai te ficar de castigo. Eu nunca fiquei de castigo em toda a minha vida. Do pior que eu já tenha feito na minha vida, eu nunca fiquei de castigo. Nunca. Tipo, se eu começasse a ir mal na escola... A última coisa que os meus pais iam fazer era, tipo, o que você está fazendo? Não. Eles iam, tipo, o que está acontecendo com você? Tipo, o que está acontecendo? Qual que é o seu problema na escola, onde você quer ir na escola? Então, eu sempre fiquei, tipo, tá, será que toda essa minha pressão, então, é porque existiu a zero pressão da parte deles, que eu precisei de alguma pressão? É o que eu sempre pensei. Hoje, eu percebo que, infelizmente, Por mais que muitas coisas lá tenham sido muito boas, muitas não foram. E uma delas eu falo que o meu complexo de pavor de errar é por causa daquelas professoras. Ponto final. Não tem, tipo... Três, eu tenho três na minha cabeça. Quatro. Que eu não consigo visualizar essas pessoas sem estarem com uma cara de de repulsa por todo mundo dentro daquela sala. Tipo, imagina alguém que acorda e o que ela mais quer é dar um berro na sua cara. Então, tipo assim, eu criei o senso de que eu não posso errar. Eu não posso errar, não importa o quanto eu acerte. Não importa. Errar uma vez não pode. Você pode não aparecer, mas você não vai errar. Era melhor se naquele dia eu não tivesse ido pra escola, do que eu ter, meu Deus do céu, esquecido pra se exterminar no céu. Isso era tão real na minha cabeça que eu não sei o porquê. Um dia a gente ia ter prova de bíblia, né? Eu não sei porque que eu tava tão perdida. Muito sinceramente, eu não sei porque que nessa matéria eu tava tão perdida. Muito provavelmente era porque o meu pai, ele tinha muito problema com isso. E... E eu, tipo... Evitava tudo que tinha a ver com isso. Não que eu evitava ir pra aula, não, mas... É... Eu evitava. Eu lembro que eu evitava. E aí... Eu tava muito perdida. Eu nem sei, nem sei, assim... Eu sabia que de certa forma... Eu lembro do meu sentimento de... Tá, eu tô aqui chorando aos pontos falando isso pra você, mas eu não tenho a certeza. Lógico que naquele momento eu não falei isso pra ninguém. Porque... Se fosse verdade, eu tinha um mega problema a ser resolvido. O que que aconteceu? A cena que eu me lembro na minha cabeça... É... A noite, começou a chegar a noite. E eu comecei a me desesperar. E eu comecei a chorar pra minha avó. Falei, meu Deus, amanhã a gente vai ter uma prova. E a prova é a Bíblia inteira. Mas pode pensar assim, você é burra? Não, eu... Por alguma razão, aquela professora, que eu leio muito bem... Não, obviamente, não falou isso, obviamente. Mas falou alguma coisa. Que só à noite eu fui processar. E, obviamente, eu não tinha o celular pra perguntar pra minha amiga. Oi, tudo bem? Vai ser isso? Não. O que fosse, eu ia saber no dia seguinte. E eu era do tipo, assim... Eu... Se a prova era amanhã, eu ia ficar... Decorando. Eu não ia fazer uma prova, assim... Sem saber que eu sabia cada palavra daquele caderno. Cada letra. Eu tinha que visualizar na minha cabeça cada letra. E aí... Eu sabia que não ia conseguir, obviamente. Só que foi a primeira vez que eu me senti, tipo, impotente. Tipo, o que eu vou fazer? O que eu vou fazer? E pra mim, não existia isso de, ah, eu vou avisar pra minha mãe que amanhã tem a prova da Bíblia inteira. Eu não sei responder. E que eu vou trazer um zero pra casa. Isso não existia pra mim. Não existia. Não era uma possibilidade, sabe? Então eu lembro de ficar, tipo... Numa situação de estar assim. Eu não vou trazer um zero pra casa, mas então o que eu vou fazer? Tipo, tentando... Eu lembro que eu tava no desespero porque minha avó, ela era muito religiosa, tipo... Me explica, me explica, me explica. E eu realmente, eu tinha esperanças de que... de que eu aprenderia. Não muitas, porque pra mim aprender metade era aprender nada. Mas... Mas eu tinha esperanças que eu ia conseguir aprender tudo naquele período de tempo. Ok, uma coisa também que eu me lembro. Quando eu comecei a aprender subtração, de matemática. Eu lembro que a linha foi uma das primeiras vezes na minha vida em que eu percebi... Talvez ninguém entenda o que eu tô querendo dizer. Eu sempre tive muita dúvida em relação ao seguinte. Tá. 10 menos 5. Eu vou contar. 10, 9, 8, 7, 6. 6. A resposta é 6 ou a resposta é 5? Você tem essa linha de pensamento, aqui você já tem uma dúvida. A mesma dúvida fica quando você faz na cabeça. Eu conto a partir do 10, eu lembro exatamente do momento de ir explicando isso pra minha mãe. É para eu contar a partir do 10 ou a partir do 9? 10, 9, 8, 7, 6, 5. Entendeu? É para eu ficar no número. Depois do último número que eu falei, é pra eu começar a partir do número abaixo do número que você tá me pedindo pra subtrair, e assim... E eu sei que parece uma discussão de #########, mas faz muito sentido. Faz todo sentido do mundo. Como é que eu ia saber? Eu sabia que subtrair ia ser um grande problema para a minha vida e para o resto da vida. Não um problema, mas eu sabia que eu ia usar aquilo o tempo inteiro. Ou seja, eu não posso ter a dúvida disso. Tipo, eu não posso, na hora, não saber se eu tenho que contar a partir do número que vocês estavam pedindo para subtrair ou se eu devo contar a partir de um abaixo. Ou olhando pela outra perspectiva, se eu fico no último número que eu falei, ou se eu tenho que descer um. Entendeu? E eu lembro da minha mãe brigando muito comigo. Porque eu tirei zero. Essa foi a minha prova que eu tirei zero. Tirei zero. E, obviamente, porque todos os números que eu tinha colocado lá eram um acima do número que tinha que ser. Não me pergunte também porque eu... Tipo, aí que fica. Você fala, tá, mas se você começou com essa dúvida, era só você ver o seu professor fazendo uma conta que você ia acenar a sua dúvida. Total. Totalmente. Tipo, 100% isso. Mas, no momento em que aquela dúvida Brutal, surgiu na minha cabeça, eu te garanto que não passava mais nada na minha cabeça além dessa dúvida. Principalmente, passava... Como é que eu vou perguntar isso pra alguém? Porque eu sei que não vou entender muito bem o que eu tô querendo dizer. E não pense que esse foi o meu primeiro pensamento, porque não foi. Meu primeiro pensamento foi, eu vou perguntar pro meu professor. Eu lembro dele muito bem, ######. Ele não tinha nenhum problema, ele não chegava na nossa casa e gritava. Mas, fui perguntar pra ele e ele me explicou. Da mesma forma com que ele explicou na lousa, ou seja, não adiantou de nada. Eu voltei pra minha cadeira com a mesma dúvida, porque muito provavelmente ele não entendeu a pergunta que eu fiz. Muito provavelmente, eu fui muito confusa na forma com que eu perguntei. Mas, é. E aí, obviamente, depois que eu fui desentendida pela pessoa que pra mim era pra tirar mais dúvidas, eu decidi claramente que eu não ia perguntar mais pra ninguém e que eu ia descobrir sozinha. Pove? Chegou no dia da prova. Eu não sabia responder. Pove? Eu sabia responder do meu jeito, né? E o que foi muito estranho pros meus pais, porque eles nunca tinham visto nada parecido. E aí... É... Parecia que, tipo, do nada. Eu lembro que minha mãe tava mais em choque do que qualquer coisa. Porque tirar zero... Tipo, eu não acertei em nenhuma conta. E aí... É... Eu... Eu acabei, tipo... Eu não me lembro como eu sanei essa dúvida. Sinceramente, eu acho que foi sozinha. Prestando muita atenção nos... Outros fazendo a conta. Mas é... Agora eu tô muito na dúvida do que eu deveria fazer da minha vida nesse momento. Porque... Eu não sei o que você quer ver, você quer ir lá? Gostei. É pessoal.

é impressionante a capacidade da vida em ser frágil. Agonia nosso corpo pensar no dia em que ele nao guardará mais meu espirito por derrota da vida eterna.
despesso-me da vida a cada vez que o sol levanta. Todo dia é um começo destinado a piedade da mémoria, é uma apresentacao do novo, que de novo se da so uma vez.
para um coracao parar de bater basta apenas bomboear o sangue. trogloditas sao aqueles que friamente enxergam os dias como fatias de um bolo que assim terminado escoho outra na pratileira da padaria. trogloditas sao aqueles que se esqueceram da torpeza que vieram ao mundo, tao frageis que basta estar vivo para morrer.
hoje eu falo, escuto, leio, escrevo, rio, danco, canto, tremo, choro, como, sinto dor, amanheco e adormeco, engasgo, mastigo, corro, e o amargo da vida e saber que nao tenho todo o tempo do mundo. talvez a vida seja tao boa, que em piedade de minha alma penada, preferi desprezar a existencia e protege-la da entao saudade enterna de se viver.
acredito e quero muito que seja verdade o boato da alma ser ism um ser infinito, sem tempo para morrer. é esse o tanto que eu gosto da vida.
ao memso tempo, espero ser uma alma que ano se apegou ao jeito humano de pensar e lembrar. porque desta vida quero levar so lembrancas de amor mas para leva-las a uma alma mais elevada que nao abusara da minha saudade para punierme eternamente. nao. quero minha alma brilhando ao carrgegar na mochila um montao de cancoes inventadas em momentos de graca, risadas que ate alma daria risada, alegria que se fosse energia ligava toda uma cidade.

Olhei com pressa ao caderno que dormia sob meu travesseiro. As palavras escritas em negro carvao afundavam a gramatura das paginas. Nao faltaram cores no estojo semi-aberto ao lado, mas sobraram resistencias em gasta-las. Que tolos nao concorda? Comprar uma caneta par ausa-la, baita torpeza. Forte é aquele que sacrifica a vida segurando cada gota de felicidade por proposta melhor vista. Proposta que pra sempre sera proposta, nos seguramos ate o dia de morrer, sem gastar as canetas, oras, meu fantasma vai adorar desenhar em vermelho, em rosa, ou melhor, em dourado.

Sim, deixe para amanha tudo aquilo que tem para rir hoje, aparentemtne a piada sera mais engracada amanha, dizem as vozes da seguridade. Guarde dinheiro, guarde amor, guarde momentos, prepare-se hoje para o amanha, amanha qjue nunca chega, amanha com cara ja de hoje, amanha que so conheceriei de utra dimensao.

Porque valoramos tanto o sacrificio do hoje, e ainda mais, por algo provavelmnte muito menor em comparacao ao sacrificio.

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